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Sánchez é o alvo de Iglesias em Barcelona

 

ROGER PASCUAL BARCELONA
07/11/2019

As Cocheras de Sants ficarom pequenas para o acto de Pablo Iglesias en Barcelona. O líder podemista esgotou ontem o milhar de localidades e centenas de pessoas tiveram que seguir desde fora do recinto o comício central de campanha de Em Comú Podem. Igrejas, Ada Colau, e Jaume Asens entraram ao cenário ao ritmo do Bela Ciao, o hino da resistência antifascista que tem mais vigência que nunca no contexto atual. Embora o fantasma de Vox sobrevoou o comício, a alvo de quase todos os ataques foi Pedro Sánchez.

A presidenta da Câmara Municipal de Barcelona abriu a veda contra Sánchez, sentenciando que está «a deixar-se comer» pela direita. «Vamos ver se inteiras-te. Com [Albert] Rivera não, e com [Pablo] Casado também não. Queremos um governo progressista, Pedro».

Asens recolheu a testemunha, com o que continuou a atiçar ao presidente em funções. O cabeça-de-lista dos comuns perguntou-se se o secretário-geral do PSOE é «um socialista verdadeiramente, de coração». «É muito pouco socialista renunciar ao federalismo, propor a Nadia Calviño como vicepresidenta (...). Engana-se se pensa que defender Espanha é mandar a Catalunha 4.500 polícias com bolas de goma. Defender Espanha é derrogar a reforma laboral», concluiu. Também lamentou que defendam indultos para «torturadores» e não para Carme Forcadell.

Iglesias aprofundou na tese de que Catalunha é o papão com o que o PSOE quer justificar um pacto com o PP. «Parece que está competindo para ver quem é mais duro. Se Santiago Abascal pede pôr-lhe esposas a Quim Torra, ele diz que pessoalmente trará a Puigdemont de Madrid (...). Sánchez não é parvo, estava a dar uma mensagem à direita: ‘Catalunha pode ser uma desculpa para que governemos juntos’». Se tão convencido está disto, porque é que insiste no governo de coalizão? «Porque se estamos fortes o PSOE sabe que se governa com a direita não voltará a governar nunca», apontou desatando aplausos na plateia.