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Rivera trata de travar a queda e ser chave no desbloqueio

O líder laranja apela diretamente a seus desencantados para evitar o desastre. A sua aposta agora é ter capacidade de evitar eleições em troca de medidas

 

{Albert} Ribeiro, durante o passeio em barco pelo rio Guadalquivir num ‘Encontro Cidadão’ em {Sevilla}. - EUROPA PRESS / MARÍA JOSÉ LÓPEZ

GEMMA ROBLES epextremadura@elperiodico.com MADRID
07/11/2019

Em prácticamente todos os cuarteis políticos há nervios, quando não desesperança, neste tramo final da campanha. No dos laranjas tem-se instalado, além disso, um ritmo trepidante que responde à tentativa de travar a grande queda augurada em sondagens e que, segundo a direção de Ciudadanos, só se poderia evitar com uma mobilização in extremis dos seus votantes que já nao acreditam.

Com esse objetivo, Albert Rivera e os seus estão desdobrando-se por todo o país dirigindo-se diretamente aos que lhes votaram em Abril e agora têm sérias dúvidas. A mensagem não pode ser mais direta: em cada ponto de percentagem de apoio jogam-se até 10 assentos parlamentares, pelo que o risco que têm detetado é máximo. É um S.O.S.

Rivera está-se a jogar o tipo nesta campanha e o futuro e infuência do seu partido. De facto, nestas horas os laranjas apertam o acelerador, olhando pelo canto do olho à direita e a esquerda, a fim de garantir que pelo menos tem alguma importância no tabuleiro de desbloqueio do 10-N, que prevê-se muito complicado.

EVITAR O PESADELO / Nos melhores sonhos dos laranjas estava, ao início da pré-campanha, rebentar as sondagens e poder somar com o PP para formar governo, embora tivessem que recorrer ao apoio externo da extrema-direita, como em Andaluzia. A dois jornadas já de fechar a cortina eleitoral, o objetivo de urgência é evitar o pesadelo e que por um lado o PSOE (em menor medida) e Vox, pelo extremo, não lhe tenham roubado boa parte de seus antigos avais.

Os laranjas põem o foco em Pedro Sánchez, ao que continuam a acusar de querer pactuar com os independentistas apesar da sua evolução neste terreno, mas sobretudo em reclamar apoio para ser decisivos e evitar «outras eleições», o que evidentemente amorteceria diante da opinião pública a sensação de fracasso se perdem muitos assentos parlamentares. Não esclarecem, por enquanto, se se estão a referir ao apoio direto à lista mais votada, previsivelmente a do PSOE, ou a uma abstenção. Também não se a sua decisão no post10-N será individual ou estará ligada a vetos a determinadas organizações que possam negociar com os socialistas, em caso de que dêem os números.

O que sim se têm avançando já é que vao por condições baseadas em «a defesa da convivência, um regime económico mais favorável, uma Espanha reformada e a união e a igualdade de espanhóis». «Não votem com medo nem desapontamento. Votem o que mais se parece a vocês. Seria uma irresponsabilidade se não mexer-mos na população [...]. O objetivo é subir dois pontos, 20 assentos parlamentares, e conseguir uma mudança no qual ninguém mais que nós acredita», enfatizou o próprio Rivera num ato-comício em Sevilla.

Sabe Rivera que o tem difícil. Ainda assim, insiste em que o que aconteça nas jornadas de reflexão e eleitoral em Catalunha podem mudá-lo tudo. Estarão pendentes em sua sede, onde se vive com stress. Convivem já com perguntas em relação a possíveis demissões. E responde o líder que não há carinho pela cadeira.