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A revelação dos ultras

 

MIGUEL ÁNGEL RODRÍGUEZ
07/11/2019

A primeira representação de Vox que foi ao Congresso dos Deputados a recolher sua ata após o 28-A foi Macarena Olona (Alicante, 1979). A dirigente alicantina, secretária geral do grupo parlamentar de extrema direita, serviu de posto avançado ao resto dos seus companheiros que, dias mais tarde, iríam em bloco e com Santiago Abascal à frente. Naqueles momentos, Olona era uma desconhecida para a cidadania, algo ao que tem posto remédio em apenas seis meses, convertendo-se numa das figuras fortes de Vox, sua deputada revelação.

Advogada do Estado desde o 2009, Olona exerceu após as eleições uma função clara: apoiar ao porta-voz no Congresso, Iván Espinosa de los Monteros, em todos os assuntos jurídicos que tratasse a formação. Pasta em mão com o mote Por Espanha, um elemento indispensável em seu adereços com o que brincava e que, reconheceu depois, era para ocultar seu incipiente gravidez, a deputada começou a estar presente em todas as conferências de imprensa que o jogo/partido convocava no Congresso.

Muito técnica

Com intervenções discretas, muito técnicas e sempre para explicar os matizes legais mais delicados, a dirigente ultra foi bregando no dia-a-dia parlamentar. Desde então tem ido ganhando influencia no partido, no qual outra senhora, Rocío Monasterio, porta-voz na Assembleia de Madrid, faz parte do núcleo duro de Abascal.

No que diz respeito a políticas de mulher, Olona é um tema que evita tocar. No entanto, não tem discordado da linha oficial do partido que denúncia o que chamam «ideologia de género». Uma luta que sim encarna Monasterio, que se faz chamar o «açoite das "hembristas"».

Olona, que se apresenta como número um por Granada, fez parte da equipa negociador com o Partido Popular após as eleições autonómicas e locais, após o que começou a comparecer perante os jornalistas em solitário e a marcar as linhas estratégicas em questões como Catalunha, pedindo a aplicação do Estado de exceção.

Mas seu momento mais mediático, preparado a consciencializa por Vox com toda a intenção, se produziu faz um par de semanas, quando foi expulsada pela presidenta do Congresso, Meritxell Batet, da Comissão Permanente, o órgão encarregado de suprir às Cortes quando estão dissolvidas.

Foi a esse plenário reduzido do hemiciclo com vontade de demonstrar que já é um dos pesos pesados de Vox, a mulher forte do partido no Congresso, onde o jpartido tem 24 assentos parlamentares. Olona e os seus companheiros ocuparam os assentos que não lhes correspondiam, os reservados a Ciudadanos, e se negaram a levantar-se apesar das petições que se lhes realizaram. E momentos depois, quando os laranjas tinham aceite esse mudança de cadeiras, tratou de introduzir na ordem do dia a questão catalã e os distúrbios em Barcelona. Algo legalmente impossível já que não tinha sido aprovado previamente pela Mesa do Congresso.

Batet a chamou ao ordem. Uma vez. Duas vezes. Olona sabia que à terceira seria expulsada. Apesar de tudo, continuou falando. O terceiro aviso chegou e a presidenta pediu-lhe que saíse da sala. Ostenta assim um duvidoso mérito: ser a terceira assembleia provincial expulsada em democracia. A precederam Vicente Martínez Pujalte (Partido Popular) e Gabriel Rufián (ERC).

Curriculum

Licenciada em Direito pela Universidade de Alicante, entrou no corpo de Advogados do Estado em 2009. A profissionalismo de seus relatórios jurídicos e seu bom manejo das vistas orais a levaram a converter-se em só uns anos em advogada chefe do Estado em Euskadi. Desde esse posto, elaborou a argumentação jurídica do Governo de Mariano Rajoy contra a lei de abusos policiais que pretendia tirar adiante o Executivo de Vitória e que acabou vendo a luz o passado Abril. Armou os recursos contra atos que pretendiam homenagear a presos de ETA e participou no patronato do Centro Memorial de Vítimas do Terrorismo, pelo que a Guardia Civil a condecorou no 2017.