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Receio na patronal extremenha, que pede um Governo «moderado e estável»

Preocupam as possíveis medidas que se tomem no âmbito laboral ou fiscal. Se confia em que qualquer mudança que afete ao empresariado se negoceie com eles

 

Receio na patronal extremenha, que pede um Governo «moderado e estável» -

Receio na patronal extremenha, que pede um Governo «moderado e estável» -

REDACCIÓN epextremadura@elperiodico.com CÁCERES
23/11/2019

«Obviamente estamos preocupados. Não falamos de tendências políticas, nisso não nos {metemos}. Nos dá igual que governe um jogo/partido de direita ou de esquerda, mas o que sim se queremos é que o Governo seja moderado e estável. São dois requisitos fundamentais», aponta Francisco Javier Peinado, secretário-geral da Confederação Regional Empresarial Extremenha (Creex), acerca do provável Governo de coalizão de PSOE e Unidas Podemos.

Além disso, recorda, «o problema» é que entre ambos partidos não somam o suficiente, pelo que vão a precisar de mais apoios tanto/golo para conformar o novo Executivo como para tirar adiante os orçamentos. Um suporte que terá de vir de «os independentistas e {secesionistas} que querem terminar com a unida deste país; dos nacionalistas, que historicamente sabemos que sempre têm vendido muito caro seu apoio; e desta amálgama de partidos que têm saído agora e que tentarão vender seu apoio para que tenha um {sobresfuerzo} orçamental a favor de seus territórios, {llámense} estes Cantabria, Canárias, Galiza ou {Teruel}. E nisso Extremadura sempre vai ter as de perder», lamenta.

Medidas que poderiam aplicar-se no âmbito laboral —como uma nova subida do {SMI}, ou mudanças na reforma laboral— ou no fiscal, com um aumento da pressão tributária, despertam o receio do patronato extremenha. Seu secretário-geral não acredita «por sentido comum» que esteja em cima da mesa uma derrogação da reforma laboral ao completo. «Seria uma autêntica loucura, suporia desmantelar o que permitiu que na saída da crise Espanha esteja crescendo mais que nossos vizinhos/moradores europeus, porque temos ganho em produtividade do capital humano e em competitividade das nossas empresas», aduz. Não obstante, precisa, «há grupos políticos que têm anunciado que querem retocar» alguns aspetos desta regulamento, algo para o que «estamos dispostos a sentar-nos a falar. O que sim se pedimos é que o que se vá a mudar da reforma não se faça de maneira unilateral, aprovando reais decretos leis às sextas-feiras para publicá-los aos sábados no {BOE}. Que entre dentro do diálogo social», esgrime.

Em parecidos termos pronuncia-se Mariano García Sardiña, presidente da Câmara de Comércio de Badajoz, para quem «neste momento não seria compreensível» que se modificassem as regulações que afetam ao âmbito empresarial sem acordar-les previamente com este. «Seria, para além de um erro, quebrar a paz social», afirma.

MAIS «DANINHO» PARA A REGIÃO / No seu entender, qualquer iniciativa que suponha uma recarga/recarrega fiscal para o tecido empresarial vai contra o crescimento económico, a criação de emprego e o bem-estar social». E se há um agravamento da situação económica «seria especialmente daninho» para Extremadura. «Numa recessão os mais prejudicados sempre são os mais débeis», argumenta. ¿Seria mais desejável um acordo entre o PSOE e o PP? «Uma coalizão de partidos próximos ao centro, a direito e esquerdo, naturalmente que é o mais sensato. Mas são eles os que se têm que mover e dar o passo. Antepor os interesses do país aos de umas siglas ou cores. Algo que nestes oito meses não se fez», anota.

Jesús Espinosa, diretor gerente da Câmara de Comércio de Cáceres, salienta que «Vivemos numa comunidade autónoma na qual o 99% das empresas são pme ou micropme, com o que qualquer coisa que represente um incremento de suas despesas prejudica sua capacidade de sobrevivência». Não obstante, considera «pouco/bocado factível» que acabem-se tomando medidas «bruscas» sem que tenha um diálogo social prévio.

No terreno tributário, incide em que, «quanta mais carga/carrega tenham que suportar as empresas, mais destruição de emprego terá», e vai um passo mais além em relação ao que deveria fazer o novo Governo: «Se queremos que as empresas que há se mantenham em nossa comunidade e que se instalem outras, tanto/golo de dentro como que venham de fora, deveria tomar-se como medida o ter uma fiscalidade especial na Extremadura».