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O Partido Popular teme a Vox nas províncias pequenas

Alguns dirigentes vêem em perigo nas duas Castillas e Andalucía

 

Casado, de campanha em Barcelona com a exsocialista Rosa Díez. - JORDI COTRINA

PILAR SANTOS
07/11/2019

O sinal de alarme chegou a Génova faz aproximadamente 10 dias. Vários deputados do PP que estão a fazer campanha nas províncias pequenas alertaram a suas direções regionais e à nacional de que estavam detetando mal-estar com o PP por não mostrar mais dureza perante os distúrbios em Catalunha e não criticar abertamente a exumação de Franco.

Com essa informação na mão, na semana passada, o Partido Popular elevou o tom contra Vox (fontes da direção acusaram aos radicais de ter um «pacto» com o PSOE), Pablo Casado insinuou que a Generalitat está detrás do pagamento do material explosivo dos CDR e chegou a acusar a Pedro Sánchez de tentar tirar rédito da violência em Catalunha.

Em paralelo, as sondagens internas que encarrega o PP começaram a assinalar na semana passada um estagnação nos 85 assentos parlamentares. Partem dos 66 de Abril (a pior marca de toda a história do partido), mas alguns sondagens publicadas lhe tinham dado mais de 100 faz apenas 20 dias.

A ROTUNDIDADE DE ABASCAL / Dirigentes regionais do PP e deputados consultados por este jornal consideram que o desabamento de Cs (o estudo de {GESOP} para este jornal dava-lhe uma queda na semana passada de 57 a 13-17) não só o está a capitalizar Casado graças a seu novo discurso moderado, mas também Vox pela rotundidade do partido de Santiago Abascal ao defender a unidade de Espanha e carregar contra os independentistas. Os radicais rondam os 50 deputados em várias sondagens.

E essas fontes temem que os ultras adiantem ao PP especialmente nas circunscrições pequenas, essas nas que Casado pedia a Abascal que não se apresentasse porque «não ia a conseguir nenhum cadeira» e onde agora o líder popular pode ser menos votado que o de Vox. Das 52 demarcações eleitorais (uma por província mais Ceuta e Melilla), em 28 se jogam cinco ou menos assentos parlamentares. Concretamente, os dirigentes consultados asseguram que essa dura competição entre os dois dirigentes se pode dar em províncias de Castela e Leão (marcada em vermelho, Valladolid), Castela-La Mancha (Ciudad Real) e Andaluzia (Jaén e Almería).

E ainda, recorda alguma dessas fontes, fica o dia das eleições, uma jornada complicada desde o ponto de vista da segurança, e que a extrema direita pode seguir/continuar utilizando para seguir/continuar colocando seu discurso nacionalista espanhol face ao soberanismo catalão.

À tarde, já em Zaragoza, Casado afirmou que na eleições Espanha  joga-se a sua «continuidade histórica» e que, perante uma «emergência nacional» como a que acredita que atualmente se dá, o único «voto patriótico» que podem escolher os indecisos é o de sua candidatura. No Palácio de Congressos, perante umas mil pessoas, reconheceu que pode soar como algo «muito grave, mas é assim» e não se trata de alarmar, mas de dizer que o presidente do Governo em funções, Pedro Sánchez, vai a voltar a pactuar «com os que querem quebrar Espanha».