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¿norte ou sul?

Desde a Serena (unida a Castela-A Mancha) defendem, no entanto, um projeto do Governo de 2008. A Plataforma N-430 argumenta que o plano oficial de conversão desta estrada em autoestrada existe desde 2002

 

Francisco Javier Fernández, presidente da Câmara Municipal de Navalvillar de Pela, pede que a N-430 se converta na {A-43}. - FRANCIS VILLEGAS

La N-430 en el tramo extremeño, uma via onde o trânsito de camiões é abundante. - FRANCIS VILLEGAS

ROCÍO SÁNCHEZ RODRÍGUEZ
27/10/2019

Si em algo estão de acordo os presidentes da câmara municipal implicados é que não devem ser os povos/povoações, as regiões ou as comunidades as que decidam por onde passa uma estrada de titularidade nacional. «Esta divisão lhe vem muito bem a Fomento para não fazer nada», coincidem. Mas são os técnicos deste ministério, asseguram, aqueles que devem atuar.

Após anos de esqueço, a futura Autoestrada do Levante, a {A-43}, a que une a província de Badajoz e Ciudad Real (e ligaria Extremadura e Valência), tem ressurgido. O projeto se apresentou pela primeira vez faz duas décadas e aí segue/continua no ar; mas agora sua reivindicação voltou a receber solidez embora as forças estejam repartidas.

Sobre/em relação a a mesa, duas propostas: o traçado norte (a conversão da N-430 até Ciudad Real) e o sul (passando por Castuera e Cabeza del Buey até {Puertollano}). Os argumentos de defesa dum e outro são similares: a necessidade de desenvolvimento económico e social e a despovoamento. Desde a Plataforma N-430 (formada por 52 municípios badajocenses e {ciudadrealeños} e cujo porta-voz é o presidente da Câmara Municipal de Herrera del Duque, Saturnino Alcázar) também aduzem os acidentes nesta via, considerada a terceira mais perigosa de Espanha.

BATATA QUENTE / Perante esta realidade, o Ministério de Fomento deixou a batata quente nas comunidades envolvidas, Extremadura e Castela-La Mancha. Tem instado a que ambas regiões acordem que rota querem. E insistiu nesta postura assegurando que «até não exista consenso territorial» não se fará um novo estudo informativo. Ou o que é o mesmo, por enquanto não dedicará nem um só/sozinho euro a esta autoestrada.

Este projeto, inevitavelmente, aviva a divisão: «Mas temos que fugir dos confrontos. As comunidades não podem marcar as diretrizes disto. É uma infraestrutura nacional. É responsabilidade do Governo», manifesta Francisco Javier Fernández, presidente da Câmara Municipal de Navalvillar de Pela (4.500 habitantes).

Neste município celebrou-se na semana passada a última manifestação para pedir o desdobre da N-430, isto é, para reivindicar a opção norte. Mais de 4.000 pessoas foram ao protesto. «As pessoas se começou a dar conta de que temos um problema de segurança. Este verão morreram duas pessoas», recorda.

Circular por esta nacional implica ir quase sempre detrás de um camião ou vários e que se cruzem tratores. Ou vice-versa. O trânsito é intenso pela saída de mercadoria das empresas hortofrutícolas da zona. Muito frequentemente, um cruzamento ou um acesso a um caminho.

O traçado norte partiria desde {Torrefresneda} até Ciudad Real, uns 215 quilómetros de caminho, seguindo/continuando o mesmo percurso/percorrido que a N-430 (Valdivia, Navalvillar de Pela, Casas de Dom Pedro...), que se {renombraría} como {A-43}. «La alternativa pelo sul não nos beneficia, seriam até 100 quilómetros mais, de maneira que a uma empresa de transporte não lhe conviria», assegura o presidente da Câmara Municipal de {Navalvillar}.

E argumenta: «Nós somos os primeiros que temos tido um documento oficial do Ministério de Fomento com um traçado já claro, e foi no ano 2002. Tudo o conflito começa porque Castela-La Mancha diz que quer que passe pelo sul para beneficiar a {Almadén} e {Puertollano}».

A reunião / Certo que tanto/golo o Executivo manchego como a Assembleia provincial de Ciudad Real já manifestaram que sua prioridade é o sul (ou mais bem o centro-sul, porque teve várias alternativas). Mas esta mesma semana os presidentes da câmara municipal da Serena (Valle de la Serena, Higuera, {Esparragosa}, Capilla, {Magacela}, Villanueva, Peñalsordo, Silva Capilla, {Monterrubio}, Benquerencia, Castuera, {Zalamea}, Cabeza del Buey, {Quintana} e Campanario) se têm unido à petição/pedido dos povos/povoações {ciudadrealeños} celebrando um encontro na Câmara Municipal de Don Benito. «Esse ato foi uma resposta a nossa manifestação», sustenta o presidente da Câmara Municipal de {Pela}.

«Há um projeto do Governo do traçado sul de 2008», {arguye}, em resposta, Ana Belén Valls, presidenta da Câmara Municipal de Cabeza del Buey (4.900 habitantes). «Urge o desenvolvimento da zona, só/sozinho há estradas provinciais e regionais», acrescenta.

Também anota que o problema da Extremadura é o défice de infraestruturas, pelo que todas as reivindicações são lógicas.

Desde Don Benito, onde se celebrou a reunião em defesa da opção sul, seu presidente da Câmara Municipal, José Luis Quintana, justifica no entanto que sua única opinião é que «deve ser o Ministério de Fomento quem tome a decisão do traçado». «Eu só/sozinho fui anfitrião desse encontro na Câmara Municipal, não porta-voz de nada», acrescenta.

Si bem em Castela-La Mancha só/sozinho há oficialmente um postura, a Junta de Extremadura prefere estar à margem (ainda mais com eleições à volta da esquina e tendo em conta que todos os implicados, Governo, comunidades, câmaras municipais... estão em mãos do PSOE).

O PP, desde a oposição/concurso público, propõe que se façam os dois traçados (a chamada ‘E’), o que implicaria um maior investimento ainda.

Por enquanto, não há acordo e Fomento desentende-se. La {A-43} segue/continua no ar.