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O Governo aprova as três primeiras exumações de valas desde 2011

Os processos serão em Fuentes de León, Puebla del Maestre e Navalmoral . Se farão antes de final de ano e alguma poderia começar numas duas semanas

 

R. CANTERO
25/10/2019

Antes de final de ano e pela primeira vez desde o 2011, o Governo central financiará a busca de desaparecidos na repressão franquista em três valas da Extremadura. Os processos se levarão a cabo em Fuentes de León, Puebla del Maestre e Navalmoral de la Mata e poderiam iniciar/dar início's num prazo de duas semanas, segundo transferiram desde o Ministerio de Justicia a alguns dos presidentes da câmara municipal destas localidades. Dessas três atuações, só/sozinho a de Fuentes de León será uma escavação propriamente dita, enquanto em Puebla del Maestre e Navalmoral de la Mata, o que se levarão a cabo são sondagens arqueológicas em terrenos próximos aos cemitérios de ambas localidades, e nos que os testemunhos orais apontam à possibilidade de que tenha valas comuns. «O que se fará nessas degustações é verificar que há em seu interior restos humanos compatíveis com vítimas da repressão», segundo apontam desde a Associação de Memória Histórica da Extremadura.

Quanto à atuação em Fuentes de León, trata-se de uma segunda fase duma escavação que se levou a cabo este verão na vala que há no cemitério municipal, o único sítio do povo/vila no qual se tem constância de que se levaram a cabo fuzilamentos. No verão de 2018 se realizaram ali os primeiros trabalhadores: umas degustações nas que se localizaram dois corpos.

Com esses dados, no passado mês de Julho a Associação de Memória Histórica da Extremadura (Armhex) realizou, com fundos autonómicos, os primeiros trabalhadores para extrair alguns dos 90 corpos que se estima que há dentro. Se recuperaram os restos de 14 pessoas.

O 18 de Novembro/ Agora é o Ministerio de Justicia o que põe em marcha esta atuação, que permitirá que se siga/continue trabalhando nessa vala. «Não sabemos quantos corpos há com certeza porque durante a campanha de exumação deste verão nos chegaram testemunhos com novos nomes de pessoas que poderiam estar aí», indica o presidente da Câmara Municipal de Fuentes de León, Francisco Martínez. A previsão inicial era que os trabalhos pudessem iniciar/dar início's o 18 de Novembro, embora poderia ser antes. O processo ali se poderia alargar «até meados de Dezembro ou mesmo até final de ano», acrescentou o regedor.

Para o responsável da Armhex «embora estas atuações cheguem mais tarde da conta, não temos de desprezá-las porque há famílias destas três localidades com algum parente nessas valas, que receberam a notícia com satisfação», recorda José Manuel Corbacho.

Faz mais de um ano que a ministra de Justiça, Dolores Delgado, anunciou no Congresso que assumiriam a iniciativa com os desaparecidos do franquismo e este passo vai nessa linha. O processo afeta a um total de 13 enterramentos, para além de na Extremadura, em Andaluzia, Comunidade Valenciana, Aragão e Castela e Leão. O montante máximo de cada contrato será de 15.000 euros; 195.000 ao todo, segundo adiantou na quarta-feira El País.

Os trabalhos supõem além disso os primeiros que levam-se a cabo na região com fundos estatais desde o 2012, quando se {exhumó} a vala ‘O Vale/cerque’, situada entre Mérida e Arroyo de San Serván, com o subsídio aprovada em Novembro de 2011 com cargo ao pacote de ajudas habilitado/tesoureiro pela Lei de Memória Histórica que aprovou em 2007 o governo de José Luis Rodríguez Zapatero. Desde então, não se voltaram a convocar as ajudas dentro de esta lei que não se derrogou na etapa de Mariano Rajoy embora se esvaziou de conteúdo ao não dotar de fundos nunca mais a convocatória que tinha financiado nos anos anteriores as escavações em valas de tudo o país. De facto, desde a Associação de Memória Histórica extremenha reclamam uma modificação do articulado da lei estatal para que estas ajudas não voltem a ficar sem efeito e para que seja o Estado o que assuma a iniciativa «embora seja com um modelo {colaborativo} com as associações». Pedem também à Junta de Extremadura que no orçamento de 2020 se habilite uma verba/partida para novas escavações, em virtude do estabelecido na lei regional de memória histórica que se aprovou o 24 de Julho.

50 valas em {extremadura}/ Na Extremadura se estima que há meio centena de valas consideradas de carácter preferente, embora não há uma cifra exata e de facto há historiadores que apontam a que «quase em cada município há uma vala», recorda Corbacho. Agora mesmo não há um registo detalhado e a cifra vai variando porque a documentação existente é muito precária porque, salvo os fuzilamentos que se levaram a cabo como consequência de conselhos de guerra, os demais não ficaram registados na sua maioria e a única informação disponível é através de testemunhos orais. «Não deixámos de receber/acolher informação e petições/pedidos de famílias que procuram a seus desaparecidos e assinalam novos lugares nos que poderia ter uma vala», diz Corbacho.