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A exumação desperta um interesse/juro díspar no mundo

Os olhares variam da análise político à indiferença e inclusivamente o humor

 

REDACCIÓN
25/10/2019

Meios de comunicação de todo o mundo recolheram ontem os trabalhos de exumação e transferência de Francisco Franco, cujos restos já encontram-se no madrileno cemitério de {Mingorrubio}, em O Pardo. Estas são algumas das reações em diferentes países.

FRANÇA

A exumação dos restos de Franco se seguiu/continuou com atenção nos principais diários/jornais e em várias estações de televisão francesas. Nalguns casos, como o da emissora {France} {Info}, foram informando ao vivo na sua página web, informa Eva Cantón. Para além de {recordar} a batalha legal com a família do ditador, os meios mencionaram que Luis de Borbón, bisneto de Franco, primo distante de Felipe VI e considerado pelos {legitimistas} como o pretendente do trono de França, era um dos familiares que levou a ombros o ataúde a sua saída da basílica. {Libération} destacou que foi um dia «particular» para Madrid e que Pedro Sánchez fez do transferência do ditador uma prioridade quando chegou ao poder/conseguir. The {Huffington} {Post}, por seu lado, se deteve no futuro do Vale/cerque dos Mortos. «¿Poderá converter-se num verdadeiro monumento da reconciliação do país?», se perguntou.

ALEMANHA

Sem ser uma das mais notícias destacadas da jornada, o transferência dos restos do ditador sim foi seguida/continuada desde Alemanha, um país no qual a memória histórica tem um peso enorme pela prolongada sombra do {nacionalsocialismo} e o Holocausto, informa Andreu Jerez. Sem reações relevantes no âmbito político, os meios recolheram a informação sobre/em relação a a retirada dos restos de Franco. Com espírito didático e sem notas editoriais, os meios alemães sublinharam as tensões entre o Governo e as forças conservadoras e a extrema-direita a causa de a decisão tomada pelo Executivo socialista. «A exumação {polariza} a Espanha. Embora a popularidade de Franco tem decaído os últimos anos, o ditador segue/continua tendo ainda muito seguidores que se têm oposto à exumação de seus restos mortais», escrevia o semanário liberal {Die} {Zeit}.

ITÁLIA

Todos os diários/jornais e informativos em televisão de Itália foram seguindo/continuando as vicissitudes sobre/em relação a a exumação e transferência do cadáver de Franco. O comentário mais irónico foi do comunista {Il} {Manifesto}, ao referir-se deste modo ao transferência dos restos em helicóptero: «¡Que grande metáfora! O corpo de Franco sobrevoará em todos os sentidos sobre/em relação a uma campanha eleitoral duma Espanha cansada e desmotivada». «Os socialistas violam a derruba do Caudilho», escreveu o direita {Il} {Secolo} d’Itália, informa {Rossend} {Domènech}. «O Congresso despeja o cadáver de Franco», acrescentou {Il} {Messaggero}. A {Stampa} sublinhou que «{Sanchez} ganha a batalha legal». O {Corriere} {della} {Sera} resenhou a {oficialidad} do percurso/percorrido até agora, falando de «as duas {Españas}» contraocasos. «Termina 40 anos depois, o funeral da ditadura», escreveu, por sua vez, A {Repubblica}.

REINO UNIDO

Os meios britânicos fizeram um seguimento de baixa intensidade da exumação. Presente em {noticiarios} de televisão e nos diários/jornais, os comentários se limitaram a explicar as razões que levaram a este transferência, realizado «após uma longa e tensa disputa que tem dividido ao país», segundo The Times. «Milhões de espanhóis têm seguido/continuado ao vivo em televisão a histórica exumação do austero Vale/cerque dos Mortos, parte de um colossal memorial que seus oponentes criticaram desde há tempo», acrescentou o rotativo, informa Begoña Arce. A BBC refletiu a divisão de opiniões sobre/em relação a a decisão: «Muitos descendentes das vítimas estão contentes, mas os críticos acusam ao Governo de interesse/juro político, a pouco/bocado tempo de que celebrem-se as eleições legislativas».

ESTADOS UNIDOS

A imprensa de EUA estende a mostrar fascinação pela guerra civil espanhola e a ditadura franquista, mas esta vez dedicou uma discreta cobertura ao ato. A notícia foi recolhida pela maioria de grandes meios, mas muito poucos a levaram nas capas de suas webs norte-americanas. The Washington Post, uma das exceções, escreveu que a exumação «acaba com anos de amarga controvérsia sobre/em relação a como comemorar um passado escuro e complicado» e «chega num momento de profunda polarização em Espanha». The New York Times, que tem ido informando de tudo o processo, relegou a informação a seu {portadilla} de informação internacional e falou das «críticas» daqueles que sustentam que «poderia reabrir velhas desavenças na sociedade espanhola», informa Ricardo Mir de Francia.

ARGENTINA

A extração dos restos do {sátrapa} teve uma atenção especial em {Argentin}. Semanas atrás, no meio das discussões do Supremo sobre/em relação a a sorte do corpo de Franco, nesta cidade, a juíza federal María Servini recebeu a quatro espanhóis que se {querellan} numa causa por crimes cometidos no franquismo, informa Abel Gilbert. Os familiares das vítimas reclamam a extradição de quem fora governador de Navarra Ignacio Llanos Cifuentes, o secretário da governação Vicente Javier Murillo Fernández, e os polícias Miguel Rubio Rubio e Benito Pérez Vázquez, entre outros.