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Aquelarre em {Mingorrubio}

Uma concentração de nostálgicos do antigo regime, que contou com a presença do militar golpista Antonio Tejero, recebeu ao ditador em seu novo cemitério entre amostras de fervor até sua figura

 

{MINGORRUBIO} Cumprimentos fascistas na concentração perante o cemitério onde foi transferido Franco.&{lt};{br}/&{gt}; - AP / {MANU} FERNÁNDEZ&{lt};{br}/&{gt};

JUAN FERNÁNDEZ epextremadura@elperiodico.com MADRID
25/10/2019

Neste ano, o 20-N se tem adiantado 28 dias e não se celebrou no Vale/cerque dos Mortos, onde cada outono se reuniam os nostálgicos do antigo regime para honrar a figura de Franco no aniversário da sua morte, mas na colónia de {Mingorrubio}, contígua ao campo-santo que a partir de agora albergará seus restos.

O cenário mudou, mas o {ambientillo} que se respirava ontem nos arredores da nova {morada} do ditador era o dos 20 de Novembro mais animados que se recordam. Teve ondear de bandeiras com o águia estampado, distribuição de {utilería} franquista, comovidos vivas a Francisco Franco e orações improvisadas pela salvação/manutenção de sua alma.

A Delegação do Governo tinha proibido a concentração, mas isto não {persuadió} aos simpatizantes mais acérrimos do regime anterior, que ao longo/comprido da manhã foram aparecendo com o sentimento –e o adereços– das melhores ocasiões. «Este é meu arma, {fíjese} se sou perigosa», {clamaba} uma mulher duns 70 anos {blandiendo} no ar um rosário de {nácar} junto ao controlo da Polícia que lhe impedia o passo ao campo-santo com os primeiros raios de sol. Segundo avançava a amanhã e subia o número de assistentes, os concentrados iam animando a exteriorizar seu estado de ânimo, a cavalo entre a indignação por «a profanação da derruba de Franco» e o desejo de renderle honras numa jornada com sabor a cita/marcação/encontro histórica.

Os {abrigos} de pele delas foram abrindo para deixar ver as {bufandas} {rojigualdas} que levavam dentro e as bandeiras constitucionais que alguns traziam da mão foram cedendo protagonismo às {enseñas} franquistas que levavam outros sem fingimento enquanto ia subindo o tom das declarações a voz em grito.

«Em Catalunha {deberíais} estar pondo ordem/disposição, e não aqui, que somos pessoas de paz», lhe lançava um casal de jubilados a um casal de polícias. Ao seu lado, um grupo de senhoras de idade avançada reclamava por sua conta seu direito a ouvir a missa que tinha prometido oficiar o prior do Vale/cerque dos Mortos no interior do cemitério.

Desde China e Rumanía

A média/meia amanhã, a concentração {devino} em reunião do {frikismo} franquista mais seleto. {Chen} {Xiangwei}, conhecido em Madrid como o chinês falangista, chegou com um ramo de flores «para depositá-lo sobre/em relação a o homem que salvou a Espanha», um padre com sotaina e cabeções apareceu jurando ter viajado desde Rumanía «para honrar ao herói que venceu ao comunismo» e um assistente vestido de {legionario} pregou suas botas junto à estrada e prometeu não mover-se dali até que pudesse convir-se «perante o caixão do {Generalísimo} dos Exércitos de Espanha».

Segundo iam chegando, os assistentes se cumprimentavam com a familiaridade que dá ter coincidido em infinidade de encontros similares e intercambiavam {chamarilería} franquista num ambiente de camaradagem quebrado unicamente pelos insultos a Pedro Sánchez que lançavam os mais exaltados com o pescoço inchado, seguidos/continuados ao uníssono pela concorrência, ou as convites a cantar o Face o Sol, rezar um {Padrenuestro} ou entoar o hino de Espanha com a letra de {Pemán} que se aconteceram ao longo/comprido da manhã à sombra dos bananeiros.

E nestas, apareceu Tejero, que foi recebido entre amostras de fervor e gritos de «¡Valente!», «Em cima Espanha» e «¡A tuas ordens, meu tenente-coronel!».

E chegou Tejero

A inesperada irrupção do guarda civil golpista causou um problema de segurança à Polícia. Se o deixavam solto entre os assistentes, corria o perigo de falecer {estrujado} pelos apertos de seus admiradores, mas também não podiam dar-lhe acesso ao cemitério, ao carecer de autorização. Após a confusão digna de ter sido filmada por Berlanga, os uniformizados optaram por conduzir-lhe até uma rua limítrofe, desde onde pôde ver a chegada de Franco.

O aparecimento do helicóptero que levava ao ditador foi recebida entre gritos de «¡Francisco Franco, presente!» e novos insultos contra o «Governo profanador». Braço em alto, os assistentes voltaram a arrancar-se com melodias franquistas até que alguém apareceu com um aparelho de megafones que pôs ordem/disposição no desconcerto musical e começou a dictaminar/enviar hinos militares e O namorado da morte.

Depois de/após cumprimentar o passo dos mini-autocarros que traziam aos familiares do ditador, a reunião foi dissolvendo, mas não sem antes de fechar a próxima cita/marcação/encontro. «¿Nos vemos aqui o 20-N?», discutiam num grupo. «Eu acredito/acho que {volveré} este domingo. Antes tardava mais duma hora em subir ao Vale/cerque. Agora tenho ao {Generalísimo} a 30 minutos de casa», concluiu um assistente.