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«Nesta série não {juzgamos}, mas sim falamos de tudo»

 

{Berto} Romero protagoniza junto a Eva Duarte ‘Mira o que {has} facto/feito’. - {movistar}+

MARISA DE DIOS epextremadura@elperiodico.com BARCELONA
17/03/2019

–Nesta segunda época não centra-se tanto/golo no nascimento dos gémeos que esperam {Berto} e Sandra (Eva Ugarte), mas na crise de casal/par.

–Sim, da mesma maneira que a primeira época era uma crise de adaptação, esta a {planteamos} como uma crise de casal/par. É algo que acontece também quando os filhos começam a ter uma certa idade e parece que te {has} libertado dessa escravidão tão óbvia que te supõe o bebé, e de repente tens que voltar a trabalhamos/trabalhámos e assumir outras responsabilidades. Quisemos ver o que é que se passa nessa altura com a casal/par.

–Javier Ruiz Caldera, o diretor dos novos episódios, assegura que seu personagem é agora mais vulnerável.

–A primeira época estava mais centrada no {binomio} {Berto}-Sandra e esta incide um pouco/bocado mais no que lhe passa a ele. Ele é o que desencadeia a crise porque começa a filmar uma série na qual se interpreta a sim mesmo e isso faz-lhe confundir a realidade com a ficção, que no fim é do que fala um pouco/bocado esta segunda época.

–{Buenafuente} faz um {cameo} muito divertido.

–Sim, é que a mim gosto muito o falso documentário, me volta louco isso de misturar elementos reais com outros falsos para criar outra realidade que se pareça muito à verdadeira sem sê-lo. Eu acredito/acho que isso me vem porque me incomoda muito quando não me acredito/acho a ficção. Me passava quando ia ao teatro e via aos atores {declamando}. Pensava: «¿Porque é que {habláis} assim? As pessoas não fala assim». Por isso tenho esta obsessão com que tudo seja muito verosímil, e me leva a fazer este tipo de movidas. Se posso fazer que saia Andreu e jogar com a imagem que as pessoas acredito/acho que tem dele, ¡me volta louco!

–Nos novos capítulos aparece sua família fictícia queixando's da imagem que dá deles na ficção que roda sobre/em relação a sua vida. ¿Sua família na vida real também se o tem recriminado?

–Não, são espectadores da série e gostam de. Todas estas reflexões as ponho na série porque o que me interessa é isso, o debate, que tu te {plantees}: «¿Mas que pensarão? ¿Como se sentirá ele?» Tudo isso é o tema da série. A segunda época fala da impossibilidade de diferenciar a realidade e a ficção, e isso é algo que nos passa a todos: quando {lees} as notícias, que não {sabes} se te estão enganando ou se é propaganda; quando te {creas} uma imagem nas redes, que é diferente à real… Eu acredito/acho que é o tema do momento no qual estamos a viver.

–Outro tema do momento no qual vivemos, o auge dos ‘{youtubers}’, também aparecia muito nos primeiros episódios. Parecia mesmo que lhe {obsesionaba}...

–Tudo responde ao mesmo. São medos que não tenho. Se quisesse ser {youtuber} o tivesse tentado, mas sim que entendo que minha geração se enfrenta a esses medos, à irrupção de novas formas de narrativas que já não entendemos. E o {centrábamos} na figura do {youtuber} como um símbolo da primeira manifestação audiovisual que já não pertence a teu tradição. Esses jovens já não têm visto os mesmos referentes que tu, já falam doutra maneira, e isso é interessante.

–Nesta época se riem da imprensa cor-de-rosa, apresentando a um {paparazzi} que vai trabalhar com o seu filho porque não tem com quem deixá-lo, e inclusivamente tratam com naturalidade o tema do direito a decidir, quando seu filho deve votar o nome de sua classe.

–Sim, são coisas que se me passam pela cabeça… Não há nenhuma intenção de julgar a ninguém, mas sim de falar de tudo. Se apontam muitas ideias e reflexões, mas a mim não me interessam as respostas, porque não as tenho, mas se as pessoas está vendo uma comédia e de repente lhe ecoam coisas e lhe fazem pensar, me parece giro.

–{Movistar+} acaba de confirmar que terá terceira época.

–Sempre pensei esta história em três atos. Tudo dependia de se {Movistar+} queria e à pessoas gostava de.

–Confesse alguma das coisas que temos visto na série que sim que lhe tenha passado a você.

–Essa é a parte do jogo menos interessante. Sei que é a mais mórbida, que será verdade e que será mentira, mas não me interessa nada. Só/sozinho lhe vou a dar uma pista: o que cria/acredite que é verdade não o é, e ao revés.