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O mágico da comédia simples

O guionista Álvaro Carmona colhe prémios com a série ‘Pessoas falando’

 

Álvaro Carmona, fotografado numa rua de Barcelona, na semana passada. - {joan} {viateu} {parra}

JUAN FERNÁNDEZ epextremadura@elperiodico.com MADRID
15/04/2019

Um casal se excita analisando sintaxe {gramaticales} enquanto fazem o amor, dois vizinhos jubilados se fazem amigos depois de/após que um irrompa na casa do outro para {afearle} que se {masturbe} com a varanda aberto, uns desconhecidos descobrem na sua primeira cita/marcação/encontro as {trolas} que se têm metido em {Tinder}… E assim até seis situações retratadas com {naturalismo} nas que duas pessoas se dedicam a algo tão simples, mas efetivo, como conversar e fazer que {afloren} as contradições que albergam em seu interior.

Com estes {mimbres}, o guionista e realizador Álvaro Carmona ({Utrera}, {Sevilla}, 1980) estreou a finais de 2018 em {Flooxer}, a plataforma de contidos audiovisuais de {Atresmedia}, a série Gentalha falando, meia dúzia de peças de menos de 10 minutos, e com a primavera chegou a colhe de prémios. Após levantar-se em finais de Março com o galardão à melhor produção de formato curto do festival Séries Mania de {Lille} (França) –um dos mais prestigiosos do género a nível internacional–, na semana passada se fez com outros quatro troféus no festival de contidos digitais Interplay de {Carballo} (A Corunha).

Hábitos contemporâneos / O êxito da série contrasta com o modesto ponto de partida do autor. «Minha intenção só/sozinho era mostrar a imensa escala de cinzentos que fica à vista quando duas pessoas se põem a falar», afirma o criador duma produção que foi definida pelo júri de Séries Mania como «um {Black} {mirror} desde o lado tenro».

Mais que com evocações {futuristas}, o projeto de Carmona tem a ver com hábitos muito contemporâneos. «Em Twitter, igual que na vida real, se tem imposto uma forma moderna de discutir baseada em ouvir unicamente o que reafirma nossos pontos de vista. Em Pessoas falando, a transgressão consiste em tratar de entender ao outro. ¿O que é que se passa quando numa conversa os dois têm razão?», apresenta o realizador.

Embora é impossível ver Pessoas falando sem deixar escapar alguma sorriso, a série é a criação de Carmona que menos procura a gargalhada. Antigo guionista e colaborador de {Buenafuente}, contrastado monologuista e autor de espetáculos de humor como Álvaro Carmona no Moinho, {YoSoY} e {Terrat} {Pack}, a riso foi seu norte desde que abandonou a universidade pouco antes de acabar a corrida/curso de Direito para deixar-se guiar por uma intuição. «Sempre me tinha divertido fazer rir a meus amigos e a miúdo escrevia textos cómicos, mas ser guionista de humor me parecia o sono/sonho de um {flipado}. Até que {decidí} provar sorte», explica.

Do medida certa daquela aposta dão boa prova sua trajetória e os vídeos musicais que atualmente compõe para O Intermédio, nos que passa pelo {rap} mais desapiedado aos personagens da atualidade. O mais recente foi o do excomissário José Manuel Villarejo, a quem fez rimar na semana passada a ritmo de {trap}: «Sou um James Bond de {garrafón}/ se calhar por isso agora estou em prisão».

Definir a Carmona como guionista e realizador de comédia não é fazer-lhe justiça, pois na verdade é um homem orquestra do espetáculo que também compõe música e é artista gráfico. Estes dias andor preparando {This} {is} {philosophy}, um programa divulgativo sobre/em relação a filosofia no qual exerce de apresentador, e já lhe dá voltas à segunda época de Pessoas falando. «Gosto andar em mil lavados ao mesmo tempo», diz.