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«‘A peste’ não perdeu em absoluto sua singularidade»

 

«‘A peste’ não perdeu em absoluto sua singularidade» - MOVISTAR+ / JULIO VERGNE

BEATRIZ MARTÍNEZ epextremadura@elperiodico.com MADRID
23/11/2019

Cinco anos depois da última grande epidemia de peste, {Sevilla} conseguiu recuperar-se. Segue/continua mantendo o monopólio do comércio com as Indianas e sua prosperidade vai em aumento. Mas também a população que se dispara alcançando uns máximos históricos. O governo não é capaz de alimentar a seus habitantes nem de garantir-lhes uns serviços assistenciais mínimos. O descontente social cresce e se {cristaliza} no nascimento da {Garduña}, o crime organizado, que tem tomados o controlo da cidade. Assim arranca a segunda época de A peste. O ator Pablo Molinero, o grande descobrimento da primeira época, repete com seu personagem de Mateo demostrando seu carisma na hora de liderar uma série que nesta segunda época muda de rumo sem perder sua essência.

—Quando começou ‘A peste’, não sei se imaginaram que teria uma segunda época, porque era bastante conclusiva. ¿Como recebeu que teria continuação?

—Sempre se focou a série até uma única época e também tinha o seu lado bonito que assim fora. Mas quando se começou a compor a segunda parte abriram-se novas possibilidades muito interessantes. Num primeiro momento a ideia era que decorresse tudo no Novo Mundo, mas deram-se conta de que não queriam perder a essência desse universo que tinham composto à volta de a cidade de {Sevilla}. Por isso decidiram seguir/continuar indagando nessa linha e recuperar essa atmosfera. Criaram novas tramas, incorporaram novos personagens e tomou uma nova dimensão sem perder seu espírito inicial.

—¿E que temas se tocarão principalmente nesta nova aventura?

—A nova época centra-se principalmente por volta de do poder/conseguir, o que representa o cabido e o subterrâneo que está liderado por uma organização mafiosa chamada a {Garduña}. A cidade tornou-se num lugar próspero graças à importação de produtos dos territórios conquistados, e são muitos os que tentarão aproveitar-se disso. A corrupção moral e política será o tema central.

—¿Qual seria a evolução de seu personagem nesta época?

—Na primeira parte Mateo estava muito deprimido, arrastava uma enorme melancolia que curava com vinho, com mulheres, e há algo nesta coisa escura e encerrada em si mesma que muda nesta segunda. Nas primeiras cenas o vemos prestes a morrer no Novo Mundo, o salva uma tribo indígena, conviverá com eles e se dará conta de que a vida em comunidade é possível, recuperando a fé no ser humano. Esta nova maneira de olhar as coisas poluirá a toda a série. Ao personagem, além disso, lhe permitirá empatizar com aqueles que tem diante, em especial com Teresa, se envolverá no projeto que leva entre mãos, que é tirar às prostitutas ilegais que vivem no rio para tentar dar-lhes uma vida melhor. Tudo isto não tivesse podido fazê-lo na primeira época, porque estava {imbuido} em suas próprias misérias e agora conseguiu passar página.

—Esta trama de prostituição e o tentativa por dignificar a situação das mulheres do momento, ¿tem a ver com essa reivindicação nas ficções do {empoderamiento} feminino?

—Sim, há algo de esse {empoderamiento} que tem ido ganhando's aos poucos. Mas imagina em que situação viviam essas mulheres naquele momento. E o triste é que ainda podem encontrar-se casos similares ao que conta a série. Há/faz pouco encontraram-se num camião a 30 mulheres mortas, por isso há um espelho tenebroso em nossa atualidade.

—Fale'ns do componente detetivesco da trama desta época.

—Uma das características de Mateo é que é um tio com certa {perspicacia}, é crítico com tudo o que lhe rodeia e isso faz-lhe meter-se nalguns {fangos} importantes. Na primeira, com a {Inquisición} e na segunda se unirá a {Pontecorvo}, o novo presidente da Câmara Municipal, para combater à {Garduña}. Na primeira, o elemento de {thriller} estava mais claro, porque tinha um assassinato e tinha que encontrar aos responsáveis e nesta ocasião, o {thriller} é mais genérico. Não lutas contra uma pessoa, mas contra uma organização criminoso/criminal que chega mesmo às administrações públicas, está incrustado na sociedade. Isso dará lugar a batalhas políticas nos gabinetes, mas também {encontramos} um parte de guerrilha e braço armado nas ruas. Mateo irá viajando por todos esses cenários. Está claro que, embora tenhamos evoluído como espécie, o carácter corrupto do ser humano não tem desaparecido na atualidade.

—Alberto Rodríguez e seu plantel/elenco se caraterizam por ser extremadamente minuciosos, ¿você também o é?

—A mim me parece um presente, porque eu também sou muito meticuloso e obsessivo. Por isso te {sientes} mais confiado na hora de deixar-te em suas mãos, embora {tengas} pouco/bocado ao que agarrar-te. Isso faz com que {aprendas} tudo o bocado. Na primeira época foi um trabalho muito para dentro e nesta tenho podido soltar um pouco/bocado as rédeas, tenho tido mais liberdade na hora utilizar/empregar elementos mais externos. Mas sempre sem sair-nos desse registo tão comedido e no fundo tão rico.

—Se diz que esta época é mais acessível para espectador. No entanto, a primeira se arriscava a pôr em prática recursos muito valentões dentro do âmbito televisivo.

—A mim me dá medo que se perca o risco e as plataformas terminem sendo como os {Zaras}, oferecendo em cada país as mesmas coisas; que façam produtos demasiado globalizados quando, na verdade, no particular encontra-se a singularidade. E A peste tinha isso, e eu acredito/acho que não se perdeu em absoluto.