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Todos os carros deverão dispor de limitador de velocidade no 2022

Os condutores poderão desligá-lo, mas cada vez que arranquem o veículo voltará a ativar-se. O Europarlamento ratifica a diretiva que obriga a incluir 10 novos equipamentos de segurança

 

Controlo de velocidade inteligente num veículo atual. - DAVID CASTRO

Un condutor assinala alguns dos sistemas de segurança de seu veículo. - DAVID CASTRO

MANUEL VILASERÓ epextremadura@elperiodico.com MADRID
15/04/2019

La Unión Europea está a punto de {asestar} un golpe decisivo a los excesos de velocidad que anualmente causan miles de muertes en la carretera. Amanhã, pouco antes de sua dissolução, o Parlamento Europeu ratificará de modo definitivo a diretiva que obriga a instalar um pacote de 10 sistemas de segurança em todos os modelos novos de automóveis e carrinhas ligeiras que se vendam a partir do 2022, entre os que destaca o assistente de velocidade inteligente (ISA), um sistema capaz de reconhecer o limite de velocidade existente em cada troço da rede rodoviária, adaptando os quilómetros por hora do veículo a esse tope. Qualquer coisa como se o radar estivesse dentro do carro.

Embora a polémica não tem transcendido muito para além de as instituições europeias, as negociações para implantar o sistema foram duras. O {lobi} europeu dos fabricantes de automóveis, que seguem/continuam comercializando veículos que circulam a 260 quilómetros por hora, tem pressionado contra, bem como algumas associações de condutores e outros grupos com interesses.

Não têm conseguido tirar o ISA da diretiva, mas sim que o condutor tenha a faculdade de desligá-lo, algo que a proposta inicial da Comissão Europeia descartava. O sistema virá obrigatoriamente instalado de série mas se poderá desligar. Pelo menos, por enquanto. Os defensores desta solução de acordo/compromisso aduzem que é importante que o condutor se acostume a usá-lo e a comprovar suas vantagens antes de {imponérselo}. La obrigatoriedade do uso pode aprovar-se mais à frente.

No mesmo sentido, {Inés} Ayala, eurodeputada do PSOE de la Comisión de Transportes, recorda que o ISA ainda tem uma margem de erro de aproximadamente o 10%. O assistente reconhece os limites através de câmaras que visualizam os sinais e de mapas {GPS}, mas as primeiras falham sobretudo nos vias que estão em obras e os segundos não sempre estão atualizados. «O condutor pode distrair-se com o sistema nos casos em que constantemente lhe proporcione informação falsa. Portanto, se considerou importante poder/conseguir apagá-lo temporariamente», argumenta Ayala, para quem é importante que, embora o sistema se tenha desligado, cada vez que o carro volte a arrancar «esteja em modo operação».

EFICÁCIA DIMINUÍDA / La possibilidade de desligar o dispositivo «diminui a eficácia do assistente de velocidade inteligente, mas continua a ser um avanço importante para os condutores que o utilizem», afirma Jorge Ortega, perito em segurança via da Fundação {Mapfre}. Algumas marcas já oferecem o ISA como equipamento optativo. Ford o tem incluído de série no modelo {Focus}.

Os partidários de que não possa desligar-se alegam que a modalidade de assistente escolhida pela UE já permite correr pontualmente acima dos limites quando o condutor assim o estima necessário, por exemplo, em caso de um ultrapassagem. «Será possível que o condutor supere gradualmente a velocidade do veículo indicada pelo sistema mediante o {accionamiento} normal/simples do pedal de acelerador», estabelece a norma (artigo 6, afastado 2, letra c). Para ter mais detalhes de como funcionará este ISA obrigatório terá que esperar a que a Comisión Europeia elabore e publique as especificações técnicas.

FICAR DORMIDO / Os outros nove sistemas de segurança aprovados também se podem encontrar já no mercado e são uma parte importante dos conhecidos como sistemas de ajuda à condução {ADAS}. Os mais relevantes desde o ponto de vista da segurança via são os que advertem ao condutor de que está a ficar dormido ou se tem distraído olhando o telemóvel e o que lhe avisa de um mudança de faixa de rodagem involuntário. As distrações encabeçam o ranking de causas de acidentes mortais, à frente de a velocidade e o álcool. E entre a tipologia dos sinistros mortais destacam também as saídas de via ou os choques frontais por uma invasão do sentido contrário da calçada.

La Dirección General de Tráfico ({DGT}) calculou em Março de 2017 que com a generalização dos {ADAS} se pode reduzir à metade as cifras atuais da sinistralidade via em Espanha, isto é, deixar de computar cada ano 850 mortes, 4.500 feridos, 50.000 acidentes e 4.300 milhões de euros em assistência sanitária.

24.794 VIDAS / Quando apresentou a sua proposta de diretiva, em Maio do ano passado, a Comisión Europeia calculou que os novos sistemas de segurança salvarão 24.794 vidas e evitarão 140.740 feridos graves desde a sua posta em marcha até ao 2038. Além disso, descarta que produzam «aumentos substanciais dos preços de venda dos veículos».

Desde o ponto de vista económico, os cálculos de custo-benefício da Comisión Europeia oferecem também um balanço muito positivo. Se calcula que os «os custos totais previstos para os fabricantes de veículos ascenderão em valor atual a 57.400 milhões de euros», enquanto os benefícios em poupança de vidas e atenção sanitária se cifram em 72.800 milhões, com um benefício, portanto, de 15.400 milhões.