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Temor a que a pressão de {Vox} suponha um recuo em igualdade

A realidade, não obstante, se {empecina} em desmentir aos que {denostan} o feminismo. Os populares já fazem as primeiras concessões ao igualar no seu discurso todas as violências

 

Protesto perante a Câmara Municipal de {Laredo} para repudiar o assassinato duma vizinha a mãos de seu casal/par. - EFE / PEDRO PUENTE HOYOS

Protesta ante el Ayuntamiento de {Laredo} para repudiar el asesinato de una vecina a manos de su pareja. - EFE / PEDRO PUENTE HOYOS

PATRICIA MARTÍN
04/01/2019

Cuando tinham {trascurrido} pouco/bocado mais de 48 horas de 2019, um homem, de 29 anos, assassinou a sua namorada, de 26 anos, em {Laredo} (Cantabria). A vítima tornou-se, para sua desgraça, na primeira assassinada pela violência machista do ano que começa e na número 976 desde que há estatísticas deste tipo. Também teve várias denúncias de violações, uma delas duma menor em {Borriana} ({Castellón}). Todos estes factos/feitos se conheceram ontem, no mesmo dia em que a Audiência Provincial de Navarra considerou que os cinco membros de A {manada}, apesar de que o Tribunal Superior de Justicia ratificou seu condena a nove anos por abuso sexual, podem seguir/continuar em liberdade. E enquanto, {Vox} insiste em que PP e Ciudadanos se têm que sentar a negociar suas procuras contra da igualdade. É seu moeda de troca para conquistar a Junta de Andalucía.

{Vox} não tem tardado em pôr sobre/em relação a a mesa a procura que mais {escuece} às mulheres: que se revertam as políticas de apoio e a lei integral contra a violência machista. Era o que se temiam os coletivos feminismos e não tem tardado em acontecer. O risco, apontam os peritos em igualdade, é que partidos que até agora estiveram pela lavor/trabalho, como PP e Ciudadanos, dêem marcha atrás e, embora seja de maneira subtil e com pequenos gestos, caiam na rede e aceitem desmontar alguns dos avanços que converteram a Espanha num país pioneiro.

PASSADO COM LUZES E SOMBRAS / É que ambas formações têm um passado com luzes e sombras. O PP se resistiu, por exemplo, a orçamentar o dinheiro comprometido no Pacto de Estado contra o {machismo} assassino, retirou as competências às câmaras municipais e diminuiu a categoria/escalão do Instituto de la Mujer, segundo recorda o perito e exdelegado do Governo na matéria Miguel Lorente.

Enquanto Ciudadanos, para além de defender a regulação da maternidade sub-rogada da que {abjuran} as organizações feministas, em mais duma ocasião tem defendido que se elimine o agravante de género e que toda a violência intrafamiliar se pénis da mesma forma. O líder de {Vox}, Santiago Abascal, recordou de facto ontem que {Albert} Ribeiro, num {tuit} escrito/documento no 2016, defendeu o mesmo que promove agora ele: aprovar uma lei contra tudo tipo de violência nos lares, igualando as mortes de mulheres a mãos de seus casais com as dos homens. No 2016, foram assassinadas 38 {féminas} e 10 homens, e não sempre por mulheres, dado que o 98% dos condenados são de sexo masculino face ao 1% de sexo feminino.

O PP e Ciudadanos, não obstante, se apressaram a condenar o primeiro assassinato machista do ano e a mostrar seu «dever» de luta contra este problema. Mas a linguagem do primeiro, que é o que presidirá o Governo andaluz, já começa a virar, segundo tem detetado Miguel Lorente. Assim, Casado assinalou que temos de «erradicar qualquer tipo de assassinato» e seu número dois, {Teodoro} García, mostrou-se contra da violência «a exerça quem a exerça», o que na opinião do exdelegado do Governo -na etapa de José Luis Rodríguez Zapatero- supõe minimizar a violência machista, ao igualá-la ao resto e não reconhecer suas características específicas. Por isso, avisa de que existe um «risco» certo de que PP e {Cs}, «duma maneira mais ou menos explícita, desmontem o andaimaria do prédio da igualdade».

Coincide com esta apreciação {Altamira} Gonzalo, vicepresidenta da associação Mulheres Juristas {Themis}, quem considera que os três partidos de direita «estão teatralizando» em Andalucía e os populares e os laranjas «vão a assumir» os postulados de {Vox} e «a recortar os direitos de todas as mulheres». De entrada, assinala, já estão «pondo sobre/em relação a a mesa as contradições» dos mais ortodoxos.

Segundo adverte, existe perigo de que os recuos adquiram uma dimensão nacional e fuera do âmbito andaluz, embora «mantém a esperança» em que a sociedade «reaja» e dê as costas às posições machistas. Também expressa seu «medo» a que tenha uma «volta atrás» a fiscal especializada em violência machista {Susana} {Gisbert}, quem confessa que lhe «assusta muitíssimo» que «um monte de pessoas tenham apoiado nas urnas a {Vox}». «Há muita gente que se tem acreditado suas mentiras sobre/em relação a que há o mesmo número de homens que de mulheres assassinadas», lamenta.

RESOLUÇÃO POLÉMICA / Neste contexto, os juristas consultados por EL PERIÓDICO não mostram-se «surpreendidos» pela decisão da Audiência Provincial de Navarra de manter em liberdade aos cinco de A {manada}. Na sua opinião, o tribunal se mantém fiel a seus erros anteriores, em base a que não há risco de fuga, quando o «ordinário» é que perante uma pena «elevada», que foi ratificada por uma corte superior, os condenados permaneçam em prisão, segundo explica Carla Vallejo, co-fundadora de Mulheres Juízas. A magistrada avisa, além disso, de que sua posta em liberdade atrasará que o caso seja revisto pelo Supremo, dado que a lei obriga ao alto tribunal a dar prioridade aos processos nos que os condenados estejam em atrás das grades.

«Que barato sai a violação em grupo», lamentou a secretária de Estado de Igualdade, Soledad Murillo, enquanto fontes do Governo recordaram, perante as pressões de {Vox}, que «lutar contra o {machismo} assassino» deve ser «uma política de Estado».