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Seis de cada dez prostitutas foram exploradas de meninas

As {oenegés} que trabalham com elas denunciam como as máfias as escondem. A polícia deteta ao ano a 24 menores vítimas de trata sexual em Espanha

 

LUIS RENDUELES / VANESA LOZANO
22/07/2019

Não podem votar, também não comprar álcool, nem conduzir um carro; algumas dormem ainda junto a um velho boneco de {peluche}, mas todas têm sofrido exploração sexual, foram escravizadas pelas redes de trata de mulheres, forçadas a ter sexo com adultos. As menores prostituídas em Espanha são uma realidade invisível que cresce cada ano sem que existam dados oficiais sobre/em relação a elas. Rocío Mora, a diretora de {Apramp}, a única {oenegé} que faz um estudo sobre/em relação a o terreno e tem uma casa de acolhimento só/sozinho para essas meninas resgatadas, assegura que «uma menor de idade escravizada sexualmente, gera muito dinheiro para as máfias. Podem obrigar-les a fazer 20 serviços ao dia, e recebem uns 40 euros por serviço. Estão disponíveis as 24 horas, a procura».

Mora afirma que «em Espanha se paga mais pelas menores, cada vez por meninas mais jovens». «Já temos visto casos de 14 anos. E ainda se desconta mais o assunto da virgindade; que afeta sobretudo a menores romenas e {nigerianas}. Fazem parte de um negócio muito lucrativo. Os {puteros} em Espanha pedem cada vez pessoas mais jovem, mais vulnerável». Ontem mesmo, a Polícia Nacional libertou a uma menina {nigeriana} de 15 anos que estava sendo explorada em Málaga, junto a outras cinco mulheres já maiores/ancianidade. Na operação se deteve a 11 pessoas.

as entrevistas / As voluntárias e mediadoras de {Apramp}, muitas delas mulheres prostituídas que foram resgatadas, entrevistam a centenas de raparigas exploradas cada ano. No 2018 fizeram-no com 832 adultas. Delas, 540 asseguraram que tinham começado nessa sinistra indústria quando eram adolescentes. Isto é, quase o 65% dessas mulheres exploradas ainda hoje começaram a sê-lo quando tinham menos de 18 anos. A percentagem vai crescendo cada ano. No 2017, as mulheres prostituídas que tinham começado sendo menores foi o 64,5%; um ano antes, as entrevistas com as mulheres apanhadas nessas redes revelaram que tinham começado sendo menores o 61,9%.

As menores vítimas de trata sexual são «invisíveis», diz Mora, e são «a ponta do {iceberg}», segundo explicou o fiscal coordenador de Estraneidade, Julián Sánchez Covisa. Os últimos dados oficiais, do ano 2015, recolhiam que 45 meninas tinham sido obrigadas a prostituir-se em Espanha, nove mais que o ano anterior. Estimam que o 4% ou o 5% das mulheres vítimas de exploração sexual no nosso país são menores de idade. Mas são números enganosos. Só/sozinho em Madrid, {Apramp} detetou e entrevistou no 2018 a 51 menores de idade que estavam sendo exploradas sexualmente. Não existem programas específicos para elas, que acabam sendo devolvidas a suas famílias -que nalguns casos são os que as prostituem ou vendem à rede- ou ingressadas em centros de menores com os {menas}. Ali são localizadas muitas vezes por seus proxenetas, que voltam a {reclutarlas}.

só/sozinho vêem às maiores/ancianidade / «As máfias só/sozinho nos deixam ver às mulheres maiores/ancianidade de idade», acrescenta Mora. E explica que, à diferênça dos {menas}, os menores estrangeiros não acompanhados, essas meninas seriam mesas (menores estrangeiras sempre acompanhadas), mas só/sozinho por pessoas da rede que as explora, para sua desgraça. «Sempre há alguém que as acompanha em Espanha. Pode ser uma tia, uma prima, mesmo a sua mãe. Assim conseguem passar despercebidas». Um veterano inspetor da Polícia Nacional coincide: «As menores vítimas de trata sexual não estão nos clubes, porque se as vê, e os proxenetismos podem ir a prisão. As ocultam em apartamentos, em sítios mais privados, se oferecem a amigos e a pessoas de muita confiança». As notas informativas de {Apramp} concluem que «a prostituição infantil se {publicita} na rua, em restaurantes, bares de {karaoke}, discotecas, locais de masagem, hotéis e apartamentos privados, e utiliza internet como meio de captação e difusão».

Mora e sua organização têm resgatado nos últimos 10 anos a 52 menores que exerciam a prostituição em Espanha. Estudam e perfilam quem são essas meninas e elaboram uma memória anual «a pé de rua» com os dados que conseguem. Neste ano têm aberto uma casa de acolhimento em Madrid, onde agora vivem, se recuperam e estudam duas das últimas meninas às que ajudaram, uma {nigeriana} e outra romena.

São os dois países de origem da maioria das menores vítimas de trata em Espanha. «É muito fácil trazer menores de Rumanía. Não há fronteiras, vêm em autocarro. Temos visto casos de pais que vendem a virgindade das suas filhas aos traficantes de pessoas por 4.000 ou 5.000 euros e retiram-se uma boca que alimentar», diz o investigador do {CNP}.

A maioria são captadas «com a oferta de iniciar/dar início estudos em Espanha ou bem com perspectivas laborais em sectores bem remunerados». Às vezes vêm acompanhadas de um familiar e seu objetivo é «ajudar a sua família no seu país e criar-se um projeto de futuro», segundo {Apramp}.