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A procuradoria recorre o erro da"manada"de Manresa

Reclama condenações por violação e não por um abuso sexual

 

REDACCIÓN
07/11/2019

A procuradoria de Barcelona anunciou ontem que recorrerá a sentença pela que a Audiência de Barcelona condenou a penas de 10 e 12 anos de cadeia a cinco dos acusados da violação em grupo sofrida por uma menor em Manresa no 2016. A polémica que acompanha a esta resolução, como aconteceu com a de La manada dos Sanfermines, se deve a que o delito que o tribunal declara cometido é o de abuso sexual e não o de agressão, isto é, violação. Os magistrados justificam seu critério em que, como a vítima estava inconsciente, os acusados «puderam realizar os atos sexuais sem empregar nenhuma violência ou intimidação».

A procuradoria repete neste caso o processo que já levou a cabo com a manada de Pamplona, na qual também recorreu a sentença e foi o Supremo (TS) o que retificou, elevando nessa altura a pena imposta aos cinco arguidos. Nesta ocasião, os jovens sevilhanos que violaram a uma jovem madrilena em Pamplona durante os Sanfermines de 2016 viram como o alto tribunal aumentava de 9 a 15 anos de cadeia o castigo inicialmente imposto.

Nesta mesma linha, no seu relatório final em relação à manada de Manresa, a fiscala Elena Contreras esgrimiu que também existia um clima de intimidação ambiental: a precoce idade da vítima, de 14 anos; «sua compleição miúda»; as tendas duma antiga fábrica abandonada onde denunciou que a violaram; a ingesta de álcool e drogas; a «superiodidade numérica» de seus agressores e uma «atuação criminoso/criminal orquestrada, sucessiva e em grupo». Esta mudança de critério comportou que a acusação pública reclamasse para eles por agressão sexual (violação) 14 e 15 anos de prisão (antes, 10 e 12). No entanto, a Audiência de Barcelona não atendeu esses argumentos e condenou só por abuso e não por agressão.