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Plutón não será planeta apesar de que insista a NASA de Trump

El {lobi} científico/cientista {desdeña} a opinião de {Jim} {Bridenstine}, sem estudos na matéria. El administrador da agência reabriu o debate porque assim o estudou na escola

 

Superfície gelada de Plutón, fotografada pela sonda ‘{New} {Horizons}’. - {AFP}

VALENTINA RAFFIO
27/10/2019

«Só/sozinho para que o saibam, desde meu ponto de vista Plutón é um planeta», comentou faz umas semanas {Jim} {Bridenstine}, o primeiro político sem formação cientista nomeado no máximo responsável da NASA por Donald Trump, durante uma conferência de imprensa diante da atónito olhar dos jornalistas. «Podem escrever que o administrador da agência espacial declarou que Plutón volta a ser um planeta. Me {aferro} a isto porque assim é como o {aprendí} e estou comprometido com isso», acrescentou num tom entre irónico e trocista. Estas palavras, longe de passar despercebidas, têm reavivado o debate entre científicos/cientistas, {astroaficionados} e nostálgicos sobre/em relação a o status de Plutón dentro do Sistema Solar.

Mas a União Astronómica Internacional ({IAU}), a máxima autoridade no que a política espacial se refere, prefere concluir o debate desde sua raiz. Em 2006, a assembleia geral da entidade acordou uma nova definição de planeta e, após esta decisão, Plutón ficou relegado à categoria/escalão de planeta anão, junto a outros corpos celestes similares descobertos no Sistema Solar. «A União Astronómica Internacional não mudou sua posição e não tem a intenção de revê-la, pelo que não se espera nenhuma mudança oficial no estado de Plutón como planeta anão», comenta Fernando Comerón, porta-voz da entidade e astrónomo do {European} {Southern} {Observatory} (ESO) a EL PERIÓDICO. «Se bem as recentes declarações de {Bridenstine} têm suscitado certa controvérsia dada sua atribuição profissional atual, isto não tem relevância prática para a comunidade astronómica e, além disso, o argumento apresentado pelo senhor {Bridenstine} certamente não apresenta uma revisão da classificação de Plutón baseada em qualquer novo achado científico/cientista», acrescenta.

A COMPLEXIDADE DO UNIVERSO / A classificação de corpos celestes foi debatida faz já mais duma década entre peritos em matéria planetária e, como costuma acontecer neste tipo de debates, nunca se tem conseguido um consenso absoluto na comunidade cientista. E, segundo explica Comerón, etiquetar a Plutón de planeta anão reflete melhor o conhecimento moderno do Sistema Solar já que nas últimas décadas se têm descoberto um número cada vez maior de corpos com masas e órbitas comparativas às deste astro. Daí que as autoridades cientistas em matéria espacial enfatizem a necessidade de acatar a atual definição que delimita de maneira precisa que é e que não é um planeta em termos científicos/cientistas.

«É compreensível que exista certa resistência numa cultura popular que já tinha incorporado a Plutón como o nono planeta conhecido do nosso Sistema Solar. Mas cientificamente a mudança simplesmente reflete que nosso sistema planetário é significativamente mais complexo do que se pensava em 1930, quando se descobriu Plutón», vala Comerón. «Nosso conhecimento atual de Plutón mostra que é um mundo fascinado, com uma geologia rica e dinâmica e uma atmosfera surpreendente. Manter sua classificação como planeta anão não o faz menos interessante», reflete o astrónomo.

Após a polémica levantada pelos comentários de {Jim} {Bridenstine}, os científicos/cientistas mais críticos com esta {categorización} têm aproveitado para reabrir a discussão. Mesmo o astrofísico e {rockero} de {Queen} {Brian} May se manifestou para dar o seu apoio a Plutón. «Fica oficialmente inaugurada a época 2019 de Plutón é um planeta, ironizava faz uns dias {Álex} {Riveiro}, divulgador científico/cientista em temas de astronomia e autor de {Astrobitácora}. «Este tema vai ressurgindo de maneira periódica cada vez que alguém com certo impacto, de dentro ou de fuera da comunidade cientista, faz algum comentário. Mas não nos {engañemos}, é um falso debate. As autoridades cientistas dão esta questão por concluída e nada aponta a que volte a reabrir a nível treinador», explica {Riviero}.

A decisão, acrescenta, não é arbitrária. El descobrimento de corpos celestes como {Eris}, {Makemake}, {Haumea} e {Ceres} põe em xeque a Plutón já que demonstra que há muitos outros astros como o que, por sua vez, não acabam de encaixar dentro da definição acordada de planeta. Daí que, se se voltasse a incluir a este dentro dos mapas do sistema solar, também teria que acrescentar a no mínimo uma dezena mais de similares. «E sim, também há uma parte deste debate que tem a ver com o carinho de todos aqueles que estudaram a Plutón como planeta e que agora lhes subida aceitar que o Sistema Solar já não é tal como o conheceram», reflete {Álex} {Riveiro}.