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Mudança de hora (outra vez)

Os peritos espanhóis seguem/continuam discordando sobre/em relação a se é conveniente ou não manter a medido H Europa deve tomar uma decisão sobre/em relação a sua eliminação antes do 2021, mas poucos o têm muito claro

 

Pendentes da UE 8 Esfera de um relógio diante da sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo. - {AFP} / {PATRICK} {SEEGER}

MANUEL VILASERÓ epextremadura@elperiodico.com MADRID
26/10/2019

A {manecillas} do relógio deverão atrasar-se das três às dois da madrugada de amanhã, 27 de Outubro, como acontece cada outono desde há 45 anos; e esta vez também não será a última. A União Europeia (UE) se apresentou suprimir a mudança de hora sazonal no 2019, embora o tem demorado até ao 2021, sempre que os estados membros o ratifiquem. Algo que não será fácil. Vários se opõem. Portugal mesmo já avançou que seguirá/continuará fazendo correr as {manecillas} duas vezes ao ano, digam o que disserem as instituições comunitárias.

Espanha segue/continua na indefinição depois de/após que o comité de peritos nomeado pelo Governo não pudesse alcançar nenhum acordo. Os especialistas que mantiveram as posturas mais enfrentadas no seio da comissão seguem/continuam nas mesmas.

«O debate é culpa dos {finlandeses}, que disseram formalmente à União Europeia que não queriam fazer a mudança de hora. A eles lhes dá igual a mudança porque passam de 24 horas de noite em Natal a 24 horas de dia em verão. Uma hora em cima ou abaixo não lhes afeta, mas a nós sim», adverte Jorge Mira, um dos sábios convocados pelo Governo, catedrático do departamento de Física Aplicada da Universidade de Santiago de Compostela.

Este perito galego sustenta que «a mudança de hora o que faz é tentar {acompasar} o relógio biológico humano com a saída do sol, o que para o ritmo {circadiano} das pessoas é o mais correto». Em seu dia já argumentou que se se decidisse adotar a hora de inverno os 365 dias do ano, em Catalunha teria quatro meses ao ano que estaria amanhecendo às cinco ou as seis da manhã. Pelo contrário, em verão na Galiza, outros quatro meses amanheceria às nove ou as 10 da manhã. «Pensam que podem ordenar ao planeta Terra circular de forma homogénea», lamenta.

No outro extremo se situa a Comissão Nacional para a Racionalização dos Horários Espanhóis ({Arhoe}), que contava com um representante entre os sábios. A organização leva anos pugnando por uma racionalização dos horários que o homologue com o resto de países europeus, algo que contribuiria a suprimir a mudança horário semestral e manter todo o ano o de inverno. Seu presidente, José Luis Casero, sustenta que «há razões de saúde, descanso/intervalo, produtividade e rendimento (laboral e escolar)» da sociedade para tomar esta decisão, enquanto o impacto económico positivo que teria o horário de verão «é marginal».

A José Luis Casero, o relatório/informe final da comissão de especialistas lhe pareceu «um panfleto, um curta e bate de tudo» no qual tem dominado «o medo a molhar-se» e o «nos {quedamos} como estamos».

Sem consenso

O relatório/informe concluiu que o melhor era «não produzir nenhuma mudança precipitado nos {husos} horários enquanto não exista um consenso partilhado». «A opinião dos peritos sobre/em relação a a mudança de hora sazonal não é unânime nem concludente. Uma parte preferiria manter a mudança de hora tal como se vem realizando até à data, outra optaria por adotar o horário fixo de inverno atendendo, principalmente, a critérios de saúde e uso de horas de sol e também há peritos favoráveis a manter fixo o horário de verão, tendo em conta um previsto impacto negativo no sector turístico, que representa em torno de um 12% do nosso PIB», resumia o relatório/informe. Um confusão, como diria Mariano Rajoy.

Durante o {lapso} de tempo que diminui até ao 2021, o comité propôs ir «nutrindo-se ao longo/comprido destes dois anos de argumentação suficientemente consolidada e partilhada que nos faça optar por uma das vias». Desde então passaram sete meses e o debate segue/continua encalhado nos mesmos termos.

Uma novidade

A única novidade defendida até ao momento a deu um estudo de outro físico, José María Martín Olalla, colega de trabalhos do científico/cientista Jorge Mira. Olalla propõe que, de modificar algo, a mudança outonal deveria adiantar-se a finais do mês de setembro. Não faz sentido no seu entender que em Outubro muitos meninos vão à escola de noite. Faz muito tempo, o ajuste já se levava a cabo em setembro. «É muito mais equilibrado, seis meses cada horário», apoia Mira. O debate leva caminho de converter-se em interminável.