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«Me encerrou e me batia»

H. foi trazida de Rumanía a Espanha e obrigada a prostituir-se pelo que em teoria era seu namorado

 

L. R. / V. L. epextremadura@elperiodico.com MADRID
22/07/2019

H. era feliz com seu namorado em Rumanía. Ou isso acreditava ela. Tinha 17 anos quando seu casal/par lhe comentou que uns amigos que tinham emigrado a Espanha lhes ofereciam seu casa para passar uns dias. Pegaram um autocarro. Daquele longuíssimo trajeto, ela recorda que, na fronteira com Hungria, seu namorado «lhe deu 200 euros a um polícia». H. fez o mesmo trajeto que a maioria das menores romenas que acabam exploradas em Espanha. Seu autocarro cruzou Hungria, Áustria, Itália, França e acabou viagem em Madrid.

Quando chegaram à capital espanhola, a jovem se deu conta de que seu namorado já conhecia a cidade, já tinha estado na casa de seus amigos e tinha mesmo as chaves. Mas ao chegar eles, o apartamento estava vazio. «Me disse que seus amigos estavam de férias e que voltariam nuns dias», conta ela. À amanhã seguinte, seu namorado a levou «a uma loja chinesa» e começou a escolhê-lo roupa, «muito curta, como minisaias, {shorts}…». Essa mesma tarde, lhe ordenou pôr-se-la. Pegaram um táxi juntos e lhe levou à porta de um bordel. «Me disse que tinha que trabalhamos/trabalhámos ali. Eu {empecé} a chorar e lhe {respondí}: Não quero prostituir-me, {déjame}».

Seu namorado a agarrou com força do braço e a levou de volta a casa noutro táxi. «Ao entrar no apartamento, me empurrou forte e começou a dar-me pontapés. Logo, pegou o pau da esfregona e me deu com ele nas costas», recorda.

A encerrou na casa. Até que não {aceptara} prostituir-se no local onde a tinha levado, não voltaria a sair à rua. Mas um dos dias em que a deixou só, H. pediu auxílio aos berros pelo pátio de luzes. Uns vizinhos/moradores a ouviram e avisaram à polícia. Foi resgatada e denunciou o que lhe tinha acontecido.

«Ao início, eu não entendia que a pessoa à que eu queria, a que era meu casal/par, quisesse explorar-me sexualmente e me tivesse golpeado assim», comenta. A polícia e as {oenegés} chamam {loverboys} a esses homens que apaixonam raparigas jovens e depois as obrigam a prostituir-se.