+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

O juiz reabre o ‘caso Marta del Castillo’ com novas pistas

A polícia rastejará uma suposta burla bancária que pôde originar uma briga. {Carcaño} e Delgado puderam falsificar documentos para conseguir um empréstimo

 

Manifestação para pedir a repetição do juízo do ‘caso Marta del Castillo’, ontem em Sevilla. - EUROPA PRESS / EDUARDO BRIONES

JULIA CAMACHO epextremadura@elperiodico.com SEVILLA
15/02/2020

Más duma década depois, a desaparição e assassinato da jovem sevilhana Marta del Castillo segue/continua provocando sobressaltos judiciais. Um tribunal/réu/julgado de Sevilla tem ordenado reabrir a peça fechada em 2013 contra Javier Delgado, irmão do único condenado, Miguel Carcaño, após as pistas dadas pela família da adolescente que apontam a que ambos homens estavam envolvidos numa suposta burla bancária e que a jovem faleceu ao mediar numa briga entre ambos por esta razão.

Num auto ditado ontem, o Tribunal/réu/julgado de Instrução 4 ordena à Polícia que levou na altura própria as pesquisas/investigações que comprove a «veracidade» da documentação dada pela família Do Castillo, a quem o próprio Carcaño pôs sobre/em relação a a pista numa visita que lhe realizaram à cadeia de Ferreira da Mancha, onde cumpre uma pena de 24 anos de prisão. O magistrado ordena a comprovação dos factos/feitos que agora saem à luz e, além disso, que se investigue se deles «pudesse esclarecer-se o lugar em que se encontre o corpo de Marta del Castillo ou a possível participação em sua morte de terceiras pessoas que até à data não estivessem julgadas».

falsificação de ordenados / O próprio Antonio del Castillo revelou esta mesma semana que a documentação que têm ido solicitando nos últimos meses lhes levam a sustentar que Carcaño e Delgado «falsificaram» ordenados de um suposto bar onde Miguel nunca trabalhou, declarações da rendimento ou mesmo um relatório/informe de vida laboral, onde constava como dado de alta nessa empresa de restauração. Tudo isso com o objetivo de conseguir do banco um empréstimo de 108.000 euros para adquirir o apartamento da rua León XIII. No relato que faz a família, essa suposta burla seria o telemóvel do assassinato de Marta. A impossibilidade de fazer frente às mensalidades dessa hipoteca e o facto/feito de que Carcaño se gastasse parte do dinheiro numa mota e aparelhos eletrónicos derivou numa discussão entre ambos irmãos e a agressão a Carcaño que Marta tratou de parar. Foi nesse momento quando, segundo Miguel, seu irmão Javier tirou nessa altura a pistola que levava, dado que trabalhava como vigilante de segurança, e lhe deu vários golpes na cabeça com a {culata} do arma, causando-lhe a morte. Posteriormente, ambos jovens se desfizeram do corpo enterrando-o numa quinta em A {Rinconada}, embora nunca se localizou ali nenhum rasto de Marta. «Há mais pessoas metidas, pessoas que recebem dinheiro», argumentou o pai ao revelar este «possível fraude na falsificação de documentos», convencido de que as provas mostram que «teve uma discussão por falta de pagamento da hipoteca e a saída à luz do fraude» que «os podia levar à cadeia».

ARQUIVO NO 2013 / O juiz decidiu arquivar em 2013 as pesquisas/investigações iniciadas após uma nova versão, a sétima, oferecida por Carcaño sobre/em relação a o que aconteceu a tarde de 24 de Janeiro de 2009 na habitação familiar, e na qual apontava diretamente a seu irmão Javier como autor material da morte de Marta e a posterior desaparição de seu cadáver. Para o magistrado, tratava-se de um relato «fantasioso e inconsistente», dado que o jovem tinha enjoado à Polícia com diferentes teorias. Mas a família agarrou-se a esta versão, já que sempre esteve convencida da participação de um adulto no caso. Antonio del Castillo reconhecia esta mesma semana, após revelar o Diário/jornal de Sevilla as novas provas documentários dadas no tribunal, que “os documentos localizados dão veracidade” pelo menos a parte do relato que Carcaño lhe repetiu em prisão, quando além disso autorizou à representação legal da família de Marta a aceder à documentação do banco que corroboraria suas palavras. «Ele diz que a matou o irmão e eu dou-lhe mais credibilidade», insistiu nessa altura o progenitor da adolescente, convencido de que nesta linha de investigação «pode estar a causa do crime».

Em relação ao possível paradeiro do corpo, do Castillo apontou de novo a Delgado, deslizando que sempre acreditou que este «tem a chave» acerca de onde está o cadáver, e que o teria movido a outro lugar desde/a partir de a quinta onde o ocultou junto a Carcaño.