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O juiz manda à cadeia sem fiança ao pai dos dois meninos de {Godella}

O progenitor se acolhe a seu direito a não declarar após todo o dia no tribunal. O magistrado instrutor interrogará hoje à mãe que continua hospitalizada

 

O pai dos menores mortos em {Godella}, ontem no veículo no qual saiu do Tribunal/réu/julgado de {Paterna}.&{lt};{br}/&{gt}; - EFE / MANUEL BRUQUE

NACHO HERRERA
17/03/2019

Dos dias depois da aparecimento dos corpos dos seus filhos, os pais dos meninos da localidade valenciana de {Godella} compareceram ontem perante o juiz, que decretou prisão provisória comunicada sem fiança para o pai, acusado/arguido de dois delitos de assassinato, e manteve o internamento da mãe na unidade psiquiátrica do Hospital de {Lliria}, ao que foi transferida na sexta-feira para avaliar sua situação mental.

Gabriel S., que passou de investigado a detido na noite de quinta-feira a sexta-feira, foi conduzido de manhã ao tribunal/réu/julgado de {Paterna} que leva o caso e se acolheu a seu direito a não declarar. O titular do tribunal o mandou à cadeia sem possibilidade de evitá-la pela gravidade dos factos/feitos que se lhe imputam.

INGRESSADA DESDE NA SEXTA-FEIRA / Os desvarios de ambos durante os interrogatórios aos que foram submetidos durante as 12 horas nas que os agentes estiveram procurando a seus filhos fez pensar aos agentes que podiam sofrer algum tipo de transtorno e estar sob os efeitos das drogas.

Em princípio, hoje chegará o revezo da mãe, embora neste caso, será o juiz o que se desloque a tomarle declaração ao centro sanitário no qual está ingressada desde na sexta-feira, e ao que por sua vez chegou do Hospital A Fé, no qual passou a noite de quinta-feira. Um primeiro relatório/informe forense, adiantado pelo Levante, aponta a que a mãe pôde sofrer um surto esquizofrénico na noite na qual se suspeita que pôde matar a seus filhos. Ao que parece chegou a assegurar ao médico que lhe examinou que os matou «porque Deus me o ordenou». t

Também transcenderam já os primeiros resultados da autópsia que na sexta-feira se realizou aos corpos dos menores e que confirmou a impressão que tiveram os investigadores quando tiraram os corpos dos menores das valas às que lhes conduziu a mãe após várias horas de interrogatório. Os agentes observaram que ambos tinham marcas de golpes e a investigação confirmou que essa foi a causa da morte de ambos meninos, que apareceram enterrados em valas separadas mas as duas muito perto de a tenda na qual viviam.

AVISO DA AVÓ / A avó dos meninos chamou na segunda-feira à polícia preocupada pelo estado dos menores, aos que os agentes viram bem quando foram a comprová-lo, e insistiu em suas dúvidas no Telefone do menor, que acordou com os Serviços Sociais iniciar/dar início um controlo da situação.

Uma equipa de psicólogos e orientadores teve que deslocar-se ao colégio de {Rocafort} onde estudava o menino de três anos e meio morto para atender tanto/golo ao professorado como aos companheiros de classe, junto à Inspeção Educativa, Assim o explicou a vicepresidenta do Governo valenciano, {Mónica} {Oltra}, que além disso precisou que a {Conselleria} de Igualdade e Políticas Inclusivas investigava qual foi o itinerário de serviços sociais desta família, como se faz sempre que acontece um facto/feito grave. A vicepresidenta indicou que acontecimentos como este são «um golpe muito grande numa sociedade» e recordava que o caso está baixo/sob/debaixo de investigação da Guardia Civil, pelo que a Generalitat vai esperar a conhecer todos os detalhes.

POLÉMICA / {Oltra} recordou que a competência da proteção dos meninos e meninas é da Generalitat, mas há vários agentes que intervêm, como os serviços sociais das câmaras municipais, e que a revisão do itinerário das intervenções que se fizeram é um protocolo que sempre se segue/continua em casos com gravidade suficiente. A vicepresidenta assinalou igualmente que «especular num tema tão impactante e tão grave como este não é boa coisa», pelo que pediu esperar a que se conheçam todos os detalhes do acontecido, pois entre outras coisas trata-se de menores de idade, sublinhou. Entretanto a localidade valenciana onde aconteceu tudo permanece ainda estupefacta após o assassinato dos pequenos.