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O fiscal {afea} aos Maristas o esqueço das vítimas do pedófilo

O advogado da seguradora questiona as indemnizações às vítimas. O togado sustenta que a ordem/disposição tem uma responsabilidade civil e moral

 

{Benítez}, com passa-montanhas, cumprimenta a Manuel Barbero, pai duma vítima. - {ALBERT} {BERTRAN}

J. G. ALBALAT / GUILLEM SÀNCHEZ
28/03/2019

O fiscal Javier Faus lançou ontem uma dura crítica aos Maristas e à Fundação {Champagnat}, gestora das escolas da ordem/disposição religiosa. No juízo contra o exprofessor de ginástica, {Joaquim} {Benítez}, a acusação pública sublinhou que a congregação tem «uma evidente responsabilidade civil, mas sobretudo tem uma enorme responsabilidade moral, porque se em 1986 tivessem atuado como deviam, hoje estes factos/feitos não se tivessem produzido». O arguido declarou na terça-feira que esse ano a cúpula da ordem/disposição religiosa conheceu que ele tinha abusado de um menino na escola e não lhe despediu. No seu relatório final, a procuradoria foi contundente: «Nestes tempos nos que o papa Francisco pede perdão pelos casos de pedofilia, aqui, a fundação, em vez de estar com as vítimas, lhes está regateando até ao último cêntimo». O juízo pelos abusos a quatro exalunos entre o 2006 e o 2010 ficou visto para sentença.

O letrado da companhia de seguros {Generali}, contratada pelo colégio de {Sants}-Lhes Corts, onde exercia o arguido, deixou claro que os Maristas são uma «entidade resolva» que pode pagar as indemnizações, que a apólice assinada não cobre o processo de {Benítez} e que, em todo o caso, a reparação do dano para a vítima que {sufrio} os abusos mais graves, com {felaciones} incluídas, seria de 16.500 euros e não os 50.000 pedidos pelo fiscal e os 60.000 da acusação particular. Neste caso concreto, além disso, sustentou que a dependencia do rapaz ao canábis pode influir nas sequelas. A defesa de {Benítez} aceitou até uma pena de oito anos de prisão por dois abusos, negando os outros dois.

O fiscal, que solicita 22 anos de prisão para {Benítez}, recordou que a {Fundacíón} {Champagnat} foi fundada pelo beato {Marcelino}. «Beato significa ser uma pessoa reconhecida pela Igreja católica», concretizou. «Ao fiscal não lhe cabe a menor dúvida de que o beato {Marcelino} no céu está {conturbado} com o processo de sua fundação», {espetó}. Finalizou sua intervenção parafraseando a canção da {Trinca} (criada por «Josep Maria Mainat, que estudou nos Maristas», explicou) intitulada Minha colégio: «Nos pediam que fôssemos castos e puros, enquanto com a mão parva nos {magreaban}».

Com anterioridade Faus referiu-se à vintena de denúncias apresentadas por exalunos de {Benítez} contra o pedófilo confesso e exclamou: «{imagínense} os que denunciaram». O fiscal detalhou que a confissão de {Benítez} na qual admitiu ter abusado de dois estudantes e negou os outros dois casos foi «{light}, cínica, exibicionista, narcisista, ególatra e falsa em ocasiões».

Os advogados que exercem a acusação particular contra o exdocente culparam aos Maristas de encobrir os abusos sexuais cometidos dentro do centro. Os letrados coincidiram em assinalar ao colégio como «conhecedor» dos factos/feitos, depois de/após que {Benítez} declarasse esta terça-feira que a escola tapou seu abuso perpetrado por ele em 1986, o que lhe serviu para sentir-se «amparado» e continuar cometendo este tipo de delitos.

«Os Maristas eram conhecedores dos abusos sexuais que se produziam na escola. Se não, ¿como se explica que {Benítez} fora o único que tivesse um gabinete e tivesse as chaves?», sublinhou uma das advogadas, quem insistiu em que o exprofessor não foi despedido imediatamente após a primeira denúncia. «Se se tivesse efetuado um despedimento {ipso} {facto} se calhar não estaríamos nesta sala e as vítimas não tivessem vivido o inferno que têm vivido», enfatizou.

Outro letrado acusou ao provincial dos Maristas, {Pere} {Francesc} {Ferré}, que declarou na segunda-feira, de «banalizar sua implicação e retirarle importância às consequências dos factos/feitos e inclusivamente às sequelas». Os advogados das vítimas destacaram também que este testemunha optasse por «prometer» e não «jurar» dizer a verdade perante o tribunal, escolhendo assim a fórmula {atea} em perjuízo/dano da religiosa. Outros togados denunciaram que os Maristas favoreceram a {Benítez} a receber o convicto de desemprego ao facilitar-lhe um trabalho de três meses num âmbito religioso.