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A falta de dados fiáveis

 

27/02/2019

«A maioria de investigações sobre/em relação a prostituição coincidem em assinalar a dificuldade de encontrar dados fiáveis», assinalava a última proposição não de lei do PSOE sobre/em relação a este tema.

É que os dados oficiais até à data atiram que o 27,3% dos homens confessava em 2004 ter tido alguma vez em sua vida relações sexuais de pagamento, uma percentagem que subiu até ao 32% em 2009, ano em que a Sondagem Nacional de Saúde Reprodutiva do INE –que o PSOE quer recuperar– deixou de publicar-se. Dados mais recentes, {recabados} pela investigadora Carmen Meneses, da Universidade Pontifícia de Aspas, descem a percentagem a 20%. Por isso, a professora julga fundamental que o Governo realize «um estudo sério» e não se fie dos dados «alarmistas» e «antigos» que se citam em relatórios da ONU e outros, que situam a Espanha no terceiro país do mundo em consumo de prostituição.

O resto de especialidades consultadas por este diário/jornal coincidem em assinalar que é necessário que se meça, de maneira o mais fiável possível, o consumo de sexo de pagamento em Espanha. Não chegará tão longe, mas a delegação do Governo contra o maltrato está prestes a licitar a realização de um estudo sobre/em relação a a problemática da trata de mulheres, em cumprimento da medida 266 do pacto de Estado contra a violência machista. O avanço/adiantamento eleitoral não afetará à investigação, que prevê-se que atire resultados dentro de dois anos.

Em relação ao negócio em torno da prostituição, o INE estima que representa o 3% do PIB e a Procuradoria que «move mais de cinco milhões de euros ao dia». É que o custo para um negociante de introduzir em Espanha a uma mulher é de apenas 2.000 euros, enquanto a vítima pode proporcionarle a partir de 50.000 euros anuais, sem incluir a possível venda da mulher explorada a outro negociante, segundo as investigações de Meneses.

As grandes feiras como {Construmat}, Alimentar ou o Primavera {Sound} e o {Sónar} costumam conseguir cifras de recorde no consumo de prostituição, mas nos últimos anos é o {Mobile} {World} {Congress} o que leva-se a {palma}. Uma empresa do sector, por exemplo, calcula que a procura aumentou «até um 30%» nos últimos dias.