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Espanha investigará as barracas

O Governo quer intervir contra as infrahabitações/casas/vivendas de {Lepe}

 

O {relator} da ONU, Philip Alston, caminha entre as barracas levantadas em {Lepe}. - NAÇÕES UNIDAS

P. MARTÍN / ELISENDA COLELL MADRID / BARCELONA
15/02/2020

O Governo central fará as mudanças normativos necessários para que a Inspeção de Estreitamente possa «apresentar-se e intervir» nos colonatos e as infrahabitações/casas/vivendas do campo de Huelva cuja situação de extrema miséria denunciou o {relator} da ONU contra a pobreza, Philip Alston, em seu recente visita a Espanha. Assim o comunicou ontem o Ministério de Trabalho e Economia aos sindicatos agrários, segundo informaram o mesmo departamento e a vicepresidência de Direitos Sociais.

«Acredito/acho que é positivo. Eu me {preocupé} porque vi que ninguém se estava responsabilizando desta situação: nem as empresas, nem a Câmara Municipal, nem a comunidade autónoma, e também não o Governo nacional. Todos respondiam que não sabiam que é o que estava acontecendo ali. Acredito/acho que é bom que se tome alguma medida e que se constate que melhorias se podem aplicar», valorizou o {relator} em declarações a EL PERIÓDICO, após conhecer o anúncio realizado pouco antes pelo Executivo central.

RELATÓRIO/INFORME DEMOLIDOR / O representantes das Nações Unidas para a extrema pobreza considerou, num duro relatório/informe facto/feito público no passado 7 de Fevereiro sobre a situação em Espanha, que as condições nas que vivem alguns dos trabalhadores do campo de Huelva são «muito piores que as dos campos de refugiados».

O vice-presidente segundo do Governo, Pablo Iglesias, tinha assinalado já na quinta-feira, numa comparência no Congresso dos Deputados, que lhe «envergonha» que o alto representante da ONU tenha encontrado condições de «bairros de lata e semiescravidão» em Espanha, que são «intoleráveis». Perante isso, o Executivo «não vai a permanecer impassível», avisou.

Neste contexto, a primeira medida anunciada consiste em modificar a legislação para que a Inspeção de Estreitamente possa intervir nos colonatos de Huelva e desta maneira possa comprovar, de primeira mão, «as condições de ditas infrahabitações/casas/vivendas», segundo informa a vicepresidência de Direitos Sociais.

«Constatar por parte da Administração as condições nas que vivem mal estes trabalhadores agrários é um primeiro passo imprescindível para garantir sua dignidade e direitos», acrescenta o departamento capitaneado por Iglesias.

O {VIACRUCIS} DA POBREZA/ / O {relator} das Nações Unidas visitou Espanha durante duas semanas. Pisou várias comunidades afetadas pelo bairros de lata, uma delas foi a Caminho para os rebanhos Real de Madrid. Também quis conhecer de primeira mão a realidade das pessoas {sinhogar} que dormem na rua em Bilbao, reuniu-se com pessoas que foram ou serão despejadas em Barcelona porque não podem pagar o aluguer e com aqueles que estão picados à corrente eléctrica e perseguidos pelas dívidas. Por sua vez, constatou de primeira mão a realidade da chamada Espanha {vacidada}, especialmente em aldeias galegas e povos/povoações extremenhos, isentos de oportunidades.

Seu veredito global apontava a ex-presidentes de governos anteriores: «fizeram política só/sozinho para os ricos e esqueceram-se por completo daqueles que menos têm», expôs. Pediu que o novo Executivo de coalizão se deixasse de retórica e se pusesse a atuar.