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O coronavirus chegou a Europa antes da alerta sanitária chinesa

Simón admite que teve casos ocultos em Espanha em Fevereiro, mas que não se poderá demonstrar. A OMS assume a hipótese francesa e reverá pneumonias de Dezembro que se calhar eram do vírus

 

Desinfeção de um autocarro escolar, ontem, em {Bassens}, perto de Bordéus. - {AFP}/ {GEORGES} {GOBET}

REDACCIÓN
07/05/2020

A hipótese de que o coronavirus chegou a Europa o passado Dezembro, antes do estouro em {Wuhan} (China) ganha corpo. O aviso de um coletivo de médicos franceses perante os graves casos de pneumonias detetados nas últimas semanas de 2019 conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).Em Espanha, o Ministério da Saúde admitiu ontem que muitas das gripes de Fevereiro foram casos de coronavirus. «Necessitaremos mais informação e teremos que ver qual é o historial clínico, mas poderia ter tido algum caso em {francia} nessa data tão precoce», admitiu ontem a chefe do Departamento de Doenças Emergentes da {OmS}, María Van Kerkhove.

No passado 27 de Dezembro ingressou um paciente num hospital da área de Paris com uma pneumonia. Um estudo {retrospectivo} tem concluído que se tratava na verdade de coronavirus. O responsável de cuidados intensivos dos hospitais {Avicenne} de {Bobigny} e {Jean} {Verdier} de {Bondy}, {Yves} Cohen, explicou que foram fundamentais para chegar a esta conclusão os teste {PCR} a 24 pacientes internados com pneumonia em Dezembro e Janeiro.

A Agência Regional de Saúde de {Ile} de {France} analisará estas hipótese. Até agora, o Governo francês estabelecia o início oficial da pandemia no 24 de Janeiro. Tratava-se de um francês de origem chinesa e dois turistas chineses que tinham estado em {Wuhan}, onde se situa o início da pandemia.

«não fazer conjeturas» / Van Kerkhove afirmou que é melhor «não fazer conjeturas», embora sublinhou, que «se acredita que o primeiro caso em {Wuhan} pôde ser o 1 de Dezembro», pelo que considera possível que alguém desde/a partir de ali viajasse a outro lugar e transmitisse o coronavirus. Por isso, pôs em valor que nalguns países se guardassem amostras recolhidas em épocas de gripe.

O diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias ({CCAES}), Fernando Simón, admitiu ontem a possibilidade de que a princípios de ano se {registraran} como gripes casos que na verdade foram infeções por coronavirus. Em Fevereiro teve «uma variação não habitual da curva de evolução dos casos de gripe», disse assinalando que é difícil conhecer se se deve ao zelo dos médicos que foram mais sensíveis na hora de detetar casos porque já se conhecia a epidemia de coronavirus ou porque se incluíssem como casos de gripe alguns que na verdade fossem de {covid}-19. «Essa informação nem a temos nem a vamos a ter», lamentou Simón.

Com a informação atual, o diretor-geral da OMS, {Tedros} {Adhanom} {Ghebreyesus}, já avisou ontem numa conferência de imprensa de que o risco de voltar ao confinamento é «muito real» se os países não gerem bem a transmissão do vírus, especialmente aqueles que começam a realizar o processo de {desescalada}.

Embora o número de infetados na Europa Ocidental se está a reduzir, {Tedros} advertiu de que se estão incrementando nos países de Europa do Este, África, o sudeste de {Asía}, o Mediterrâneo Oriental, {Norteamérica} e América do Sul. E destacou a importância de aumentar os esforços para a próxima pandemia.