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{Colau} proíbe abrir mais locais de jogo e apostas

Barcelona fixa uma moratória de um ano para elaborar um plano de decrescimento. O propósito é que quando fecho um destas características não abra outro

 

Um jovem acede a uma sala de apostas desportivas, ontem em Barcelona. - {FERRÁN} {NADEU}

TONI SUST epextremadura@elperiodico.com BARCELONA
23/10/2019

A Câmara Municipal de Barcelona anunciou ontem a proibição da abertura de novos locais de jogo e apostas na capital catalã com o fim de preservar a saúde da cidadania e evitar dependencias. Assim o argumentou a câmara municipal, que precisou que o que se emite parecer é «uma suspensão de comunicados» que impedirá que abram as suas portas novos estabelecimentos de jogos de {azar}, salas de jogo, bingos e casinos desde ontem mesmo.

A suspensão da admissão de comunicados para novos locais com estas atividades terá um ano de vigência. Uma moratória que servirá para travar a entrega de licenças e ganhar tempo para a elaboração de um plano especial urbanístico que regulará a implantação de ditos negócios. Se tratará de um plano de usos que apostará em um decrescimento do número de estabelecimentos com esta atividade: quando fecho um, não poderá abrir outro. Em Barcelona há agora 53 locais dedicados aos jogos de {azar}: 35 salas de jogo, 17 bingos e um casino.

Se estima que o 0,4% da população espanhola de entre 15 e 64 anos sofre um transtorno pelo jogo, o que supõe um coletivo de 20.000 pessoas em Catalunha. O homens e os jovens são os que mais risco apresentam.

VETO A ANÚNCIOS EM {TMB} / A Câmara Municipal proibirá além disso o acesso a páginas de jogo on line desde as dependências municipais, bibliotecas incluídas, e introduzirá nas cláusulas da contratação municipal a obrigação das empresas de dispor de medidas para combater as dependencias ao jogo. Também vetará a publicidade destes negócios na rede de Transportes Metropolitanos de Barcelona.

Do plano em seu conjunto/clube informaram a tenente de presidente da Câmara Municipal de Urbanismo, {Janet} {Sanz}, e a vereadora de Saúde, {Gemma} {Tarafa}, que compareceram na Câmara Municipal juntamente com o presidente do Colégio Oficial de Psicologia de Catalunha, {Guillem} {Mattioli}. {Tarafa} mencionou alguns dados que sustentam a necessidade de atuar: o 60,2% da população de entre 15 e 64 anos jogou com dinheiro no 2017; o 59,5% fê-lo {presencialmente}, e o 3,5%, on line, um grupo que cresce, já que no 2015 a percentagem dos que jogaram on line era o 2,7%. A vereadora sublinhou que o risco de hobby/adeptos ao jogo é maior nos bairros com um nível socioeconómico baixo/sob/debaixo de, e que a dependencia está a miúdo associada com outras drogas e a quadros de depressão e ansiedade.

RESTRIÇÕES EXISTENTES / {Sanz} explicou que, se bem o plano da Câmara Municipal quer evitar que se abram mais locais deste tipo, não se exclui fechar algum dos existentes. Para isso, seria necessário uma mudança na legislação catalã, que exige uma distância mínima de 100 metros entre as salas de jogo e equipamentos delicados, como os educativos. A tenente de presidente da Câmara Municipal pediu que se incremente. Se a distância, por pôr um exemplo, {aumentara} a 150 metros -assim aconteceu com a regulação municipal dos centros {cannábicos}-, alguns dos negócios vigentes passariam a ser ilegais. Quanto à legislação estatal, {Tarafa} e {Sanz} enfatizaram a necessidade duma modificação para limitar a publicidade do jogo.

Há partes de Barcelona nas que já existe a restrição a novos locais de jogo, por moratórias ou limitações concretas. Por exemplo, em {Ciutat} {Vella}, no ambiente de {Sant} Antoni, no núcleo antigo de {Poblenou} e na rua de {Girona}, entre outros.