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Os bispos aprovam que tenha padres casados na Amazónia

Apesar dos 41 votos contra, a Igreja católica nunca tinha chegado tão longe nesta questão. Agora Francisco deverá referendar a proposta recolhendo-la numa exortação apostólica

 

Membros dos povos/povoações indígenas da Amazónia presentes no Sínodo celebrado no Vaticano. - EFE / {ANGELO} {CARCONI}

ROSSEND DOMÈNECH epextremadura@elperiodico.com ROMA
27/10/2019

Homens casados que sejam arrumados como padres e {diaconado} permanente para homens dos povos/povoações indígenas. Nem uma palavra sobre/em relação a mulheres {diaconisas}, isto é, um grau/curso universitário menos que o dos padres, embora o Papa tem aberto uma fenda sobre/em relação a o tema. Este é o balanço das questões mais chamativas apresentadas durante o Sínodo da Amazónia encerrado ontem no Vaticano. Os 169 bispos presentes e os ministros de cada instituição vaticana aprovaram, por mais dos dois terços exigidos (128 votos a favor por 41 contra), cada um dos pontos do documento final -Amazónia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral- do encontro que tem dedicado quase um mês aos problemas da remota região da Amazónia. O documento não é {decisorio}, mas enumera propostas para a exortação apostólica que o Papa agora deverá escrever.

No quinto e último capítulo de se encontra o que se considera mais inovador: «[…] propomos estabelecer critérios e disposições por parte da autoridade competente [...] para ordenar padres a homens idóneos e reconhecidos pela comunidade que tenham um {diaconado} {fecundo} e recebam uma formação adequada para o {presbiterado}, podendo ter família legitimamente constituída e estável, para sustentar a vida da comunidade cristã mediante a pregação da palavra e a celebração dos sacramentos nas zonas mais remotas da região amazónica».

ABORDAGEM UNIVERSAL / O texto recolhe/expressa, também, que no sínodo «alguns pronunciaram-se por um abordagem universal do tema», ou seja, propuseram que em todo o mundo se pudesse ordenar padres a homens já casados. Tudo isso, afirmam, porque «a legítima diversidade não danifica a comunhão e a unidade da Igreja, mas manifesta e serve o que dá testemunho da pluralidade de ritos e disciplinas existentes».

O facto/feito de permitir ordenar a homens casados se introduziria no quadro do ‘rosto amazónico’, chamado também ‘rito amazónico’. Atualmente na Igreja católica há 23 ritos diferentes, como o latino-ortodoxo, o {caldeo}, o {asirio}-{babilónico}, o {anglicano}, etc. Todos eles se reconhecem no cristianismo e no Papa de Roma, mas cada um tem suas peculiaridades. Os ortodoxos, por exemplo, se podem casar antes de ser padres, embora se são casados não podem ser bispos; e os {anglicanos} que têm abandonado à reina de Inglaterra voltaram ao redil de Roma com esposas, filhos e netos.

No documento final, o sínodo -no qual participaram quase 200 pessoas entre freiras, mulheres seculares, indígenas da Amazónia, peritos científicos/cientistas e convidados doutras confissões religiosas- pede que se acredita este novo rito, o amazónico, para englobar a novidade anunciada e outras. O {docuemtno} para além de uma longa denúncia sobre/em relação a as violências de todo o tipo que se perpetram na região, constitui, no contexto de América latina, uma toma de posição diametralmente oposta à das {colonizaciones} de faz 500 anos e, talvez, represente uma reconciliação com a Igreja católica que, juntamente com militares e aventureiros, {colonizó} a zona impondo seu Deus aos indígenas.

HUMILHAÇÕES E VIOLÊNCIA/ Sobre/em relação a o {diaconado} permanente para homens, o documento afirma que «é urgente para a Amazónia a aprovação, promoção e apoio aos diáconos permanentes, pela importância deste ministério na comunidade». Em nenhum momento se menciona às possíveis {diaconisas}, embora tudo é um clamor dos bispos sobre/em relação a o valor das mulheres nas comunidades católicas que, às vezes, dirigem em solitário por falta de padres e, ao mesmo tempo, uma denúncia das humilhações e violências que sofrem.

Sobre/em relação a o tema, o Papa argentino anunciou também ontem, por acaso e como contribuição pessoal, a reabertura duma comissão que no passado estudou a possibilidade de nomear {diaconisas} e que se fechou por falta de acordo entre os participantes. Os livros cristãos antigos falam desta figura, embora não está claro que funções tinha.

A Amazónia conta com 33,5 milhões de habitantes dos que entre dois e 2,5 milhões são indígenas. O documento aprovado denúncia, também, «a predação/predatismo e violências» das que são objeto por parte de interesses particulares alheios à região.