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«Aumentar a autorização para pais não é a melhor notícia»

 

«Aumentar a autorização para pais não é a melhor notícia» - {ANNA} MAS

OLGA PEREDA
08/04/2019

Pai de três filhos, enfermeiro de Pediatria com 19 anos de experiência e divulgador, Armando {Bastida} é uma voz autorizada no que a crianza se refere. É responsável do projeto Criar com sentido comum, no qual oferece apoio profissional a pais e mães. Muitos de seus artigos sobre/em relação a a paternidade e a maternidade estão salpicados de humor, igual que seu último livro: Sara, {sanita}. Diário/jornal de um enfermeiro de Pediatria (editorial {Grijalbo}), uma banda desenhada ilustrado por {Raquel} {Gu} no qual {Bastida} narra as luzes e as sombras da atenção sanitária pública infantil.

--Um dos personagens é um pediatra veterano que aposta em a leite de fórmula em lugar das {lactancias} maternas. E alega que assim as mamãs têm mais tempo para trabalhamos/trabalhámos ou para viver.

--Ele pensa que é moderno. Mas é a perversão do {paternalismo}: já {decido} eu por ti.

--O médico tem um {chanchullo} com uma marca de leite. ¿Isto está baseado em facto/feito reais?

..Sim.

--¿É frequente?

--Eu o tenho visto. A indústria entra nos centros de saúde para explicar as novidades de suas fórmulas. E nos dão a literatura cientista. Afirmam que seus estudos são independentes. Às vezes o são e outras, não tanto/golo. Te dão essa informação e, subtilmente, te oferecem assistir gratuito a um congresso ou uma viagem. Não é ético.

--O livro também fala da importância da nutrição infantil e de como às avós lhes subida muito dar uma maçã a seus netos para merendar e optam por {nocilla} e {natillas} industriais.

--Acredito/acho que sentem que têm que fazer algo para ganhar-se aos netos. A indústria conseguiu que vivamos rodeados de açúcar e que não nos pareça mau. Há açúcar acrescentado em tudo: ketchup, Cauda {Cao}… As avós não vêem perigo, é uma maneira de fazer felizes aos {peques}, o mesmo que pôr-los a televisão tudo o bocado. Em lugar disso, seria genial que jogassem a coisas giras e lhes {contaran} histórias de sua época.

--¿Porque é que há obsessão para que os bebés e os meninos pequenos ganhem peso e sejam roliços?

--{Venimos} da época da guerra e a fome e se tem instalado a crença de a mais {gordito} mais saudável. Às vezes até os pediatras caem nisso também e se um menino está normal/simples de peso dizem que vai {justito}. Na verdade, o único importante é que o peso seja conforme com a altura. Muitas pessoas pensa que a altura depende do que o menino coma, quando não é assim. Se {tienes} um menino {bajito} e lhe {obligas} a comer para que se faça mais alto o único que {tendrás} será um menino bola: {bajito} e {gordito}. A altura de um menino depende de seus genes num 90%.

--’Sara, {sanita}’ também mostra a um {chavalín} adicto às ecrãs. Lhe sobram quilos e quando no centro de saúde se lhe recomenda mais fruta e verdura, a mãe lhes recrimina querer matarle de fome.

--É ignorância. Eu vejo na consulta meninos que nada mais retirar-se a t-shirt sei que lhes sobra peso. E os pais, no entanto, estão convencidos de que está bem. Um menino de 7 anos não deveria ter barriga. Tem que levantar os braços e se lhe têm que ver as costelas. Se isso acontece, está perfeito. Mas {sufrimos} sedentarismo e uma alimentação cheia de ultraarguidos. Também me encontro com pais que afirmam que seus {críos} não bebem água porque não gostam de. ¿Mas como não bebe água um menino? Assim estamos. Temos de re-educar.

--Insiste muito na falta de conciliação. A autorização de paternidade se tem alargado e mais que fá-lo-á nos próximos anos.

--Essa é uma boa notícia para os pais. E também para os bebés. Mas não é a melhor notícia. O bebé necessita a mamã ou a {papá} muito mais tempo. E normalmente a mamã, que é quem o tem {parido} e quem, se calhar, lhe esteja {amamantando}. É à pessoa à que mais vai a ter saudades quando chegue a semana 16, quando o bebé fica sem mãe umas quantas horas ao dia. Não faz sentido. A maioria de pais que nos temos ficado em casa implicados no cuidado dos filhos jamais pediríamos mais tempo de autorização porque sabemos o muito que nosso bebé necessita a a sua mãe. E elas necessitam ao bebé. É uma espiral. Quando te {das} conta disso {piensas}: qualquer avanço {dáselo} a elas, não a nós.

-O Governo o fez para que não se penalize {laboralmente} às mulheres.

--É a intenção, outra coisa é que funcione. Se pensou em igualdade. Mas igualdade não significa que seja o mais justo nem o mais equitativo. Ao dizer que o pai é igual que a mãe o que estão a fazer é {minusvalorar} o papel da mulher como mãe, relegando a maternidade a algo que toda a gente pode fazer. As empresas vão seguir preferindo contratar homens. Uma mulher se pode voltar a ficar grávida, quando os meninos se ponham maus elas se {ausentarán} do trabalho e elas se pegarão licenças sem vencimento.

--¿E que fazemos?

--Consciencializar do importante que é cuidar dos filhos. Necessitamos autorizações mais longos/compridos para os dois. Se uma mãe cuida de seus {críos} devemos pensar que o que faz é vital. O que temos de fazer é aprovar autorizações de um ano e com cotização. E quando esse autorização acabe, se {quieres} que a elas não se as penalize {laboralmente} se deveria conceder aos pais (homens) autorizações laborais para ir ao pediatra ou às tutorias e dias de baixa para cuidar ao menino quando esteja mau.