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Nosso {poquino}/ou

 

ROSA MARÍA Garzón Íñigo
27/10/2019

Desde pequena tenho ouvido em casa o diminutivo acabado em –{ino}. No entanto, ¿quantas vezes nos têm corrigido, mesmo se têm rido indicando: «não se diz {poquino}, se diz pouquinho» e, embora não nos fez graça, não o temos defendido?

Lembrança ouvir falar a {piornalegos}, {gateños} ou raianos, por pôr um exemplo, e imediatamente pendurar-los o estigma de menos evoluídos, como se seu fala fora algo negativo e característico de povos/povoações serranos, menos acessíveis ({orográficamente} falando), que implicava depreciativamente um atraso em o seu crescimento. Nada mais longe de a realidade. Possuir esta {peculiar} idiossincrasia e pôr tudo de seu parte para enraizar-la, demonstra que eles sim têm sabido fazê-lo e isso lhes converteu nalguns dos núcleos com mais atividades culturais anuais da região hoje.

É endémico esse mau que pode à pessoas de povo/vila, por não dizer a muitos extremenhos, que {pecamos} de não ter valorizado o nosso o suficiente e que temos aprendido a fazê-lo quando outros, de fora habitualmente, o fizeram.

Atualmente, {reconocemos} e {defendemos} sem preconceitos a riqueza que {poseemos}, uma mistura, soma de muitos {poquinus}.

Porque como diz o maior defensor que conheço da nossa cultura e línguas, já seja {estremeñu} ou {castúu}, a {fala} ou {rayanu}, Juan Pedro Sánchez ({OSCEC}: Órgão de Seguimento e Coordenação do Extremenho e sua Cultura), ¿{hablas} extremenho e não o {sabes}? É que o fazemos mais do que acreditamos, embora nalgum momento o {relegáramos} ao lar ou só/sozinho onde pudéssemos ser nós mesmos. Apesar de que não se saiba que nossas línguas estão reconhecidas internacionalmente pela UNESCO, pela ONU e são Património Intangível recolhido no Estatuto de Autonomia, cada vez nos queremos mais e melhor.

Aceitar que a diversidade enriquece é saber valorizar esse maravilhoso tesouro que nos conforma. Aquilo do que antanho nos faziam envergonhar-nos é hoje sinal de identidade que nos cheia de orgulho. Apreciá-lo e defendê-lo como merece tem contribuído a diferenciar-nos e ser mais autênticos.

Renegar dos origens que nos conformam é o pior que temos podido fazer e, talvez, isto tenha {enlentecido} nosso desenvolvimento a todos os níveis. {Palremos} {estremeñu} um {poquino} mas, que {pa} {essu} está!