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... Até os {andares}

 

ROSA MARÍA GARZÓN ÍÑIGO Técnica en información turística
17/03/2019

Do porco se aproveita tudo, até seus {andares}, esses pelos que o ibérico consegue que a gordura {penetre} entre suas fibras, outorgando-lhe sua característica qualidade para nosso usufrua.

A matança tradicional, a caseira, foi meio de subsistência de muitas famílias com escassos recursos durante décadas.

Me conta meu pai que já tinha ele a maioria de idade, quando meu avô pôde fazer a primeira matança. O qual contribuiu a uma grande alegria numa família numerosa na qual a humildade e escassez era o pão de cada dia. Recorda com regozijo que aquele marco marcou um antes e um depois em suas vidas, pois assegurou o dê de alimentos diferentes às sopas e grãos de sua dieta diária, pobre geralmente.

Do modo mais tradicional se engordava ao porco durante todo o ano, até ao mês de Dezembro aproximadamente, quando se assegurava o frio e as geladas necessárias para a correta cura da {cecina}.

Era sem dúvida um dia de festa, de reunião familiar e de vizinhos no qual dias antes, os homens da casa preparavam os {helechos} para a queima da pele do porco e entre todos se {pelaba}, cozia e punha a escorrer a abóbora para as morcelas {calabaceras}.

A amanhã do sacrifício se madrugava bastante. Os homens iam à pocilga do animal e, sobre/em relação a uma mesa, se lhe dispunha para facilitar o trabalho ao {matarife}; não tanto/golo à mulher encarregada de mover o sangue com a que se elaborariam as ricas morcelas frescas, quem devia de estar em {cuclillas} enquanto realizava esta especial lavor/trabalho.

Após a morte do porco, os trabalhos se aconteciam. Os homens o abriam em canal e esquartejavam, as mulheres lavavam as tripas no arroio mais próximo, que comporiam os melhores chouriços que tenho provado e alguém mais se encarregava de levar o figado ao controlo sanitários do veterinário. Um grande trabalho em plantel/elenco, gerador de celebração e bons momentos.

Os tempos mudaram e as matanças ficaram relegadas ao espetáculo dalguns povos/povoações, como em Losar de La Vera, onde se levou a cabo a recriação desta tradição ancestral de sobrevivência, que se realiza tão somente uma vez ao ano para usufrua de autóctones e forasteiros e forma de manter uma das mais populares tradições em muitos lugares do nosso território. Oxalá que, pelo menos assim, não acabe-se perdendo.