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Vergonha

 

CARMEN Martínez Fortún
23/10/2019

Visita meu centro um amável representante sindical e lhe {pregunto} por minha próxima reforma. Me aconselha sabiamente e depois, em conversa mais descontraída, me anuncia o óbvio: que as coisas vão a mudar, que tudo está em surdina pela atual situação de interinidade política e que é um problema grande. -{Fíjate}, a manifestação enorme pelas pensões do outro dia em Madrid. Claro que passou totalmente despercebida, porque como só/sozinho se fala de Catalunha… e sorri. Eu assento, porque não me fica mas assentir. E, apesar de esse dor próxima ao trauma que {arrastro} por essa Barcelona {doliente}, me {obligo} a {recordar} que a carga/carrega que {sufrimos} não é só/sozinho essa. E num arco extensivo do menos grave ao horroroso, se me antoja pesada de levar. Pois abrange muito mais que a praticamente única redução televisiva ao problema catalão, que estando mais perto de o segundo que do primeiro, não é o único frente no qual {luchamos}.

Porque, por exemplo, desde há quase um mês, num humilde instituto/liceu deste humilde canto espanhol que é Extremadura, falta uma professora de Língua no Instituto/liceu e, como em tempos distantes de cortes, falta de previsão, desordem administrativa, precariedade económica e ineficácia incompreensível que acreditávamos superados para sempre, ainda não tem substituto. Por exemplo, a rejeição de Bruxelas aos números da economia espanhola que augura futuras e próximas subidas de impostos sem mais remédio. Por exemplo, jubilados que se dirigem a Madrid em marchas muito mais longas que as protagonizadas e dirigidas pelos indignados da sentença, com pensões misérias que correm o risco de ser mais miserable no futuro. E, por exemplo, essas três mulheres mortas em dois dias que só/sozinho merecem uma lacónica menção nos jornais e umas ainda mais lacónicas concentrações de repúdio, {plagados} como estão as primeiras páginas dos distúrbios barceloneses e dos ¡{Quins} {collons}! de {Torra}. Mortas inocências condenadas já sem indulto possibilismo e contra cujas penas não se organizam tsunamis nem democráticos nem selvagens. ¡Que vergonha!.

* Professora