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Verão de 19 (II)

 

CARLOS Ortiz
22/07/2019

Dizem meus ‘{haters}’ nas redes que porque é que lhes falo de minhas férias. Que isso não é notícia. Que sobra num articulista deste estupendo jornal no qual seu pessoal segue/continua {currando} em verão para que todos nos {enteremos} do que passa ao momento. Como sou relutante a fazer propósito de emenda, lhes {contaré} que faz uns dias estive com minha família em Málaga, essa cidade que luz um mote maravilhoso: onde habita a arte. Dando um passeio por suas atestadas ruas —que barbaridade, o que deixam os cruzeiros—, me {volví} a apaixonar desse modelo de capitais que têm apostado decididamente pela cultura para sair do monólogo de sol e praia. E a culpa a teve Paco de la Torre, presidente da Câmara Municipal do PP para mais endereço, que faz muito tempo foi valente e decidiu por onde tinha que atirar para que a cidade {recuperara} pulso e não fora um lugar de passagem qualquer caminho de {Benalmádena} e {Torremolinos}.

Tomé um café com a minha amiga Cristina Consuegra, diretora do {MaF} (Málaga de Festival), que aposta numa programação variada de géneros e que serve de aperitivo maravilhoso para seu festival de cinema. {Reconozco} que senti uma sara inveja quando me contou que o dinheiro público se está utilizando com critério para atrair a aqueles que gostam da cultura, não de grandes eventos, mas construída a base de trabalho de pico e pá, a que faz melhores às cidades.

O próximo outono, o ator malaguenho Antonio Banderas abrirá, com o apoio de {Caixabank}, um teatro ao estilo de {Broadway} no centro de Málaga num cinema abandonado. E será a bomba, seguro, porque virão mais turistas e os cidadãos usufruíssem mais de seu casa quando saiam a dar um passeio. Claro, que não tudo é tão bonito como o pintam. Os preços dos apartamentos se têm disparado e já é um luxo viver no {meollo}. É que, às vezes, viajar te serve para dar-te conta de que os sonhos doutras cidades também se fazem realidade. ¿Qual é o seu para a sua?.

* Jornalista