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Uma grande batalha ideológica

 

04/01/2019

Uma declaração de guerra ideológica. Para além de os assuntos puramente brasileiros, o discurso de tomada de posse do novo presidente de Brasil, {Jair} {Bolsonaro}, foi um perfeito resumem do fenomenal repto/objetivo político que apresenta o ressurgir da extrema-direita não só/sozinho em Brasil, mas em todo o mundo. Encabeçados e seguindo/continuando a senda de Donald Trump, {Bolsonaro} e outros líderes de extrema direita que já têm responsabilidade de Governo na Europa ({Viktor} {Orbán}, {Matteo} {Salvini}...) supõem para as democracias liberais uma ameaça para direitos e liberdades que até há pouco tempo se consideravam como sólidos e estabelecidos, sem marcha atrás.

Mas, infelizmente, sim pode ter marcha atrás. De facto, um dos pontos em comum que têm os movimentos de extrema-direita em América e Europa é a sua vontade reacionária, de desfazer as medidas que durante anos têm construído o Estado de direito e social. É uma ofensiva em toda a linha em todos os frentes: o económico (um neoliberalismo sem obstáculos), o social (a educação e a saúde pública no ponto de mira); o dos direitos e a igualdade (contra o feminismo, os movimentos {LGTBI}...), o científico/cientista (o {negacionismo} das alterações climáticas...). Quando {Bolsonaro} fala de acabar com o que qualifica de «ideologia de género», os movimentos de extrema direita de outros países poderiam rubricar sem problemas suas palavras. Não se trata de fenómenos isolados, locais, mas de um movimento global.

Da mesma forma o nacionalismo --exclusivo, {supremacista} e racista-- do qual faz gala {Bolsonaro} é o mesmo que sustenta e dá oxigénio aos outros partidos e líderes de extrema-direita. Seu projeto de criar sociedades fortes, baseadas em valores conservadores vinculados à tradição cristã, livres da impedimento da corrupção da política, os políticos e a ideologia e dirigidas por homens fortes, esconde um projeto que é {eminentemente} ideológico: excludente, desigual, {descarnado} e injusto. A extrema-direita, a lombos de um populismo que bebe dos excessos que gerou a globalização, apresenta às sociedades livres uma batalha ideológica na qual estão em jogo não só/sozinho princípios, mas também o bem-estar. Porque uma sociedade desigual não só/sozinho não é justa, mas deixa na valeta a grande parte da sua população.