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Trump, cada vez mais duro

 

15/04/2019

O insólito rosário de mudanças na Administração do presidente de Estados Unidos Donald Trump desde que chegou à Casa Branca revela a um tempo a banalidade e inconsistência de muitos de suas nomeações e também a determinação presidencial de aplicar, custe o que custar, a versão mais radical e extrema do programa que o levou ao poder/conseguir. A demissão de {Kirstjen} {Nielsen}, secretária de Segurança Interior e primeira responsável de aplicar a política migratória da administração Trump, é o último episódio do reajuste permanente do Governo, cujo objetivo exclusivo é transmitir a imagem de dureza que tanto/golo se tem associado a Trump, embora isso suponha consagrar a improvisação e a desorganização e dar asas a os críticos.

Ao presidente lhe enchem de frustração os entraves que a lei impõe ao controlo da imigração e não aceita que assomem as dúvidas em seu ambiente nem que se discutam os atalhos para impor seu critério, cuja última entrega é a ocorrência de mandar aos imigrantes que ele chama ilegais a cidades que estão governadas pelos democratas.

O objetivo é ir em «uma direção mais dura» em matéria migratória, segundo explicou o próprio Trump. O fator eleitoralista também não o oculta e esta mesma semana, num encontro com doadores republicanos em {Texas}, reconhecia que acredita que «a fronteira vai ser um tema incrível» na campanha para as presidenciais de 2020. As promessas incumpridas de construir um muro em toda a fronteira com México e a demonização e {criminalización} dos imigrantes em seu xenófobo discurso como candidato foram chave para que Trump chegasse à Casa Branca. Seus esforços, até agora, não deram resultados e não só/sozinho não se tem travado a chegada de imigrantes mas a situação agrava-se.

A dez meses de que comece a campanha das primárias, com vários pré-candidatos democratas de perfil progressista, entendem os estrategas que a fratura social levará a Donald Trump a salientar seu perfil mais agressivo com o fim de fixar ao grosso do eleitorado que no 2016 o votou por ser justamente a voz de um nacionalismo branco e exclusivo, defraudado com a saída da crise e completamente hostil ao significado que teve a presidência de Barack Obama.