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Tenho um sono/sonho

 

S. B.
01/07/2019

{Aprincipios} do curso escolar, tenho um sono/sonho. Não sono/sonho com ter alunos esplendorosos e motivados, nem com ter alunos tranquilos e silenciosos. Não sono/sonho com ter pais que entendam que fazes o melhor para seus filhos, nem que valorizem as opiniões dos professores. Não sono/sonho com um centro no qual não abrirei uma porta de ferro para poder/conseguir entrar. Não sono/sonho com ter uma mesa vazia de coisas dalgum valente que não quis repetir num centro que não funciona. Não sono/sonho com ter um grupo de quatro alunos como cada ano vejo que há companheiros que têm. Não sono/sonho muito, mas sono/sonho.

Só/sozinho sono/sonho com uma coisa que se calhar teria que ser o único que não teria que sonhar, mas a sono/sonho. Sono/sonho com encontrar-me com um diretor que saiba qual é seu trabalho: que se é diretor da ESO, dê classes na ESO; que alguma vez se dê uma volta pelo centro para conhecer algum aluno; que não chegue às onze para tomar o pequeno-almoço e falar num bar do bairro dos não-problemas de seu centro; que não critique a sua plantel/quadro a suas costas, que fale com os professores cara a cara; que saia em defesa de seus tutores para pôr limites a um pai que tem entrado aos berros no centro em lugar de esconder-se baixo/sob/debaixo de sua mesa; que apareça nalguma reunião de avaliação para saber como vão os cursos; que não faça claustros para não melhorar o centro; que defenda a sua plantel/quadro e não lhe {eche} a culpa.

Se calhar sono/sonho demasiado, embora se calhar o sono/sonho de um inspetor é ter um diretor assim: que não lhe chegue nunca nenhum problema; que não lhe dê mais trabalho que o de partilhar um café; em definitiva, que lhe faça a vida sempre fácil.

Se calhar não sono/sonho e sim acredito/acho que a profissionalismo teria que ser valorizada, questionada e controlada, e se calhar não.

ESCLARECIMENTOS

O neoliberalismo

Enrique Rus Arias

Cáceres

{Le} escribo en relación a la carta publicada el día 25 de junio de 2019, assinada pelo senhor Miguel Fernández-Palacios Gordon e que levava por título: {Deconstruyendo} o neoliberalismo. Partindo da base do absoluto respeito a a sua postura, quisesse precisar algumas questões. Em primeiro lugar, o neoliberalismo, referido ao próprio pensamento liberal, é um termo incorreto. A palavra surgiu de um encontro entre {Hayek}, {Mises} e outros liberais, e foi um termo cunhado pelo sociólogo {Rüstow} para referir-se à economia social de mercado ou ... social-democracia.

O que têm praticado {Reagan} ou {Thatcher}, dois exemplos utilizados por este senhor, é uma sorte de neoconservadorismo que, como o de Bush Jr. ou Trump, procurava beneficiar às grandes companhias... Porque enquanto desciam os impostos nelas, curiosamente os subiam no cidadão meio. Bem ao vivo, como Bush para financiar a guerra após o 11S, como pôs a manifesto {Hormats} vice-presidente de {Goldman} {Sarch} (Expansão, 2007) ou em diferido, como Trump com a suposta descida do IRPF e do {IS}. Neste último caso, só/sozinho foi certa a segunda, a primeira foi uma partida em diferido, já que era uma medida temporal. Por não {hablas} dos tarifas, uma subida de impostos encoberta, que acaba pagando o importador, você e eu.

Juan Ramon Rallo (O Confidencial, 2019) deixou clara a batota/logro de {Laffer} no caso de Trump. Diminuiu impostos e estes supôs uma menor arrecadação e maior dívida, certo, mas porque a despesa aumentou. Em economia esse efeito se chama {Crowding} {out} ou expulsão da investimento privado. O próprio diário/jornal Expansão (29/12/2017) acreditava que descer impostos era uma boa ideia de Trump, isso sim, de {chiripa}. Por outro lado, Livre Mercado põe a manifesto que em EUA a arrecadação do {IS} desceu, sim, mas subiram as do resto de impostos e o défice aumento pela despesa, não pelo rendimento (16/02/2019).

Em definitiva, as opiniões são livres, mas {llamemos} às coisas por seu nome. Não há nenhum país no mundo que seja liberal, nenhum. Menos ainda neoliberal. Também não há um capitalismo de mercado, outra coisa é o de estado. Suíça na Europa é o mais parecido ao liberalismo (com limitações) e não é precisamente um país pobre. Se calhar Dinamarca também não, mas é mais liberal do que parece e não o digo eu, o diz o Ranking Mundial da Liberdade Económica. Não {confundamos} a nossos jovens mais, não é bom para que sejam cidadãos críticos no futuro.