+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

Sociedade {mediatizada}

Com sua insistência, os meios conseguem que nos {conmovamos} perante alguns acontecimentos

 

Sociedade {mediatizada} -

AMADOR Rivera
11/10/2019

Dizer que vivemos numa sociedade cada vez mais {mediatizada}, em todos os sentidos, é uma coisa óbvia. E me {refiero} a que, com sua insistência em bombardear-nos com determinadas mensagens e notícias, os meios de comunicação conseguem que os cidadãos até {llegamos} a comover-nos perante determinados acontecimentos. E isso é bom. O mau é que, na maioria de ocasiões, nossos sentimentos perante esses acontecimentos, e seu {pervivencia} como assunto central da atualidade, só/sozinho costumam durar até que o foco informativo se pousa sobre/em relação a outro assunto; muito pouco/bocado em minha opinião. Um par de exemplos para ilustrar o que digo: A imigração irregular e a devastação da {Amazonía}.

Em relação à imigração, todos temos na retina as fotos e imagens que os meios nos ofereceram, com profusão quase pornográfica, daquele {cuerpecito} que apareceu afogado na Turquia. Depois de/após três anos ¿quantos recordam o nome daquela criatura?, ¿sabemos já que foi da sua família?. Ainda mais: desde então, ¿quantos meninos mais têm morto em similares circunstâncias? Se digo que muitos não me {equivoco}, mas pouco/bocado ou nada temos sabido do tristíssimo e injusto final de todos eles, que nem sequer têm tido a «¿sorte?» de sair retratados nos meios. E, por certo, a {personita} cujo corpo nos ensinaram há três anos se chamava {Aylan} e fugia do horror de Síria com a sua família.

Quanto à {Amazonía}, todos os meios sem exceção nos bombardearam com as imagens dos {pavorosos} incêndios que estão assolando o que chamam o pulmão do planeta. Ao observar tamanha barbaridade, seguro que a maioria de nós nos {conmovimos} sinceramente. No entanto, depois de os dias deixámos de pensar em isso, embora o fogo e a destruição seguem/continuam fazendo seu trabalho. Porque tamanha barbaridade não é fruto da casualidade, mas provocada pela mão do homem, servindo a interesses {bastardos} que se nos escapam.

E não é só/sozinho que, depois de uns dias de comoção, os meios, e os cidadãos, nos tenhamos esquecido destes dois assuntos capitais, mas muitos dirigentes políticos utilizam os dramas da imigração irregular para seus interesses. No caso da {Amazonía}, justificam os incêndios, que alguns consideram uma oportunidade de mercado; ou negam a importância que, para a humanidade, tem esse enclave. Ou simplesmente não lhes interessa. Estou pensando em Trump ou {Bolsonaro} e, mesmo, no presidente da Câmara Municipal de Madrid, para o qual é mais importante dar dinheiro para a reconstrução da basílica de {Notre} {Dame} que para a {Amazonía}. E o justifica pela proximidade e as crenças.

Com ser muito preocupado o que {señalo}, ainda mais me o parece que na campanha eleitoral permanente que vivemos no nosso país, estes dois assuntos não ocupem um lugar preferente, embora às vezes é melhor que assim seja. Porque ouvindo a alguns, a conclusão que se tira é que, para os espanhóis, a imigração representa as sete pragas de Egito juntas, e as alterações climáticas não existe. O mau é que demasiadas pessoas se deixa convencer ainda, certamente pela simplicidade das mensagens.

*Jornalista.