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Ser constitucionalista não {mola}

 

FRANCISCO Rodríguez Criado
23/10/2019

Doutrinados, viscerais e sem espírito autocrítico. Este é o perfil de aqueles que diminuiem água no barco afundado do {procés}. Eles fazem o trabalho sujo enquanto uma minoria dirigente se entrega ao jogo da estratégia desde seus cómodos gabinetes.

O retrato dos nacionalistas não será positivo, mas entesouram uma virtude que nós não temos: paixão. Não há independência possível fuera da lei, embora os nacionalistas já não se movem por atos racionais, mas {pasionales}. Lhes pediram que façam a guerra, e a fazem encantados, tentando convencer-se de que ao outro lado do cortina não estão a cadeia ou o desencanto, mas o paraiso.

A melhor forma de analisar a um independentista é submeter ao escrutínio aos constitucionalistas. Enquanto um independentista luta para conseguir o nirvana, aos constitucionalistas só/sozinho nos fica a aborrecida tarefa de defender a Constituição. Eles o dão tudo por um mundo (que acreditam) idílico, enquanto nós temos de lutar para que tudo se fique como está, regulado pela lei, esse dique {aséptico} que não suscita relatos sentimentais.

Ser constitucionalista não {mola}. Eu mesmo não {molo}. Trabalhamos/trabalhámos, criar filhos, ler, passear ou ver um jogo/partido de futebol são atividades que não podem rivalizar com tentar derrubar um helicóptero, agredir à polícia com paralelepípedos, lançar cocktails {molotov} ou incendiar contentores. ¿Que tem de heroico viver {anónimamente} em paz quando podes fazer a Revolução transmitida?

Sabemos quanto pode durar uma República pelas bravas: oito segundos. Mas não importa. A deceção de aqueles que viram a {Puigdemont} declarar e suspender a República catalã em menos do que tarda um em soar-se os {mocos} encontrou sua compensação nesta fugida violenta até diante.

Os {independistas} já não fazem a Revolução para declarar a República, mas pelo mero prazer de fazer a Revolução.

* Escritor