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Os {rescoldos} da memória

 

23/11/2019

A memória é como é, como um grande sotão onde vai-se acumulando toda nossa existência passada. É a esse ente imaterial ao que {denominamos} lembranças. À medida que vamos consumindo nosso tempo vitalista o sotão vai-se enchendo de objetos usados, aquela primeira pasta de escolar que nos comprou nossa mãe e que um dia procurando não se que, aparece no fundo duma caixa. A pasta estava aí, embora não {tuviéramos} já consciencializa dela, e em nossa memória também existia um registo desse objeto, embora esse registo estivesse coberto pelo impassível pó do tempo. Mas bastou sua presença perante nossos olhos para {desempolvarlo} e resgatá-lo dos {rescoldos} da memória. Seria impossível ter todos esses registos ao dia e também não somos conscientes nem nem sequer da sua existência, mas basta um simples {estimulo} para que apareçam. Um arrecadação poderia ser e é um pequeno museu particular duma parte da vida de cada um, o sotão dos nossos pais, o arrecadação da nossa atual casa, um museu onde cada objeto nos transferirá a um momento da nossa vida. Também um lugar, um paisagem, um povo/vila ou uma cidade aos quais não voltámos desde há anos, nos transferem às vezes vagamente a épocas anteriores, e idealizadas por nós mesmos pelo simples facto/feito de fazer parte do passado, embora quase nunca {encontramos} nesses postvos aquilo que vamos procurando.