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Realismo e política económica

 

23/11/2019

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) voltou a arrefecer as expectativas de crescimento do produto interno bruto (PIB) de Espanha para neste ano, que situa no 2%, e nos dois próximos que não acredita que passe do 1,6%. É algo mais pessimista que o Governo. Esta previsões, como as da Comissão Europeia, se baseiam em três perspectivas: a instabilidade da economia global que lastra as exportações e o turismo; a falta de orçamento que limita as capacidades fiscais de reverter essa queda/redução com o consumo interno e a instabilidade política por falta duma maioria clara no Parlamento que impede dar início remodelações estruturais. Tudo um exercício de realismo que tanto/golo a classe política como empresários e trabalhadores deveriam aceitar como o quadro no qual deliberar seus debates, suas alianças e seus acordos. Por agora, o único instrumento claro que tem Espanha para navegar na instabilidade global é manter-se dentro da disciplina fiscal da zona euro, controlando o défice e a dívida. Esse deve ser o ponto de partida de um futuro Governo que, agora, resulta tão necessário como difícil de concretizar.

Espanha não pode permitir-se uma terceira convocação de eleições porque sua economia se {resentiría} de maneira clara. Necessita um Governo que aceite este quadro fundamental e que, como pede o presidente da CEOE, Antonio Garamendi, tenha a moderação como bandeira. Porque não se trata de ter um Executivo a qualquer preço, mas uma maioria estável que possa aprovar uns Orçamentos acordes com os critérios de Bruxelas e avançar nas remodelações que propõe a OCDE. Não é fácil consegui-lo. Trata-se de atrair os extremos ao centro, não de {extremar} as posições até agora moderadas. Estamos perante um tentativa que avança lenta e discretamente mas que não deve dar uma surpresa final {acordando} in extremis um programa que ponha em xeque a continuidade de Espanha na zona euro ou malogre a confiança dos empresários. Mais bem deveria ser um Governo capaz de atrair aos trabalhadores a um grande acordo social.

A instabilidade da economia global vai seguir. O processo de {impeachment} de Donald Trump pode {extremar} ainda mais seus postulados, a nova Comissão Europeia não acaba de arrancar, as eleições britânicas complicam o {brexit}... Perante este agitado panorama faz falta um esforço da política para pôr-se a solucionar problemas antes que criar alguns novos. Possivelmente trata-se mais de mudar de humor antes que de forçar alianças mais ou menos antinaturais. Aqueles que participem nelas devem comprometer-se a respeitar o quadro europeu, gerar confiança antes que gerar inquietude, procurar acordos antes que forçar medidas não contrastadas. A questão, como dizia o presidente do patronato, não é de siglas mas de maneira de abordar os problemas, de perspectiva e de estacionar os cálculos simplesmente eleitorais pelos {auténticamente} políticos, que pensem no interesse/juro geral e que protejam o modelo europeu: o crescimento económico para garantir a distribuição do bem-estar entre os cidadãos.