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Querido {Sancho}, braços sim, fronteiras não

 

SATURNINO Acosta
22/08/2019

{Open} {arms}, significa braços abertas, não fronteiras abertas. O problema dos braços, é quem os abre, como, quando e onde, sendo este o menor dos problemas. O maior dos problemas é até onde, a quem, durante quanto tempo e que fazes quando uma vez abertos, {quieres} abrir-los para soltar-los.

Imagino que a estas alturas, a maioria estaremos confusos. De empatizar com o dorido drama humanitário dos passageiros do {Open} {Arms}, considerando heróis a seus marinheiros e vítimas a seus náufragos, a duvidar da legalidade da missão e em consequência a sua legal missão, segundo Carmen Calvo. Sem dúvida que as vítimas não têm culpa, nem do {barquito}, nem da ministra.

Que maior espírito {quijotesco} e vendível não teria Espanha, agora seu presidente, que recolher a quem morre em alto mar porque foge de guerras, miséria e demais sem importar-lhe leis ou fronteiras. O problema de Espanha é que somente vemos ao Idealista mas sem seu {Sancho} {Panza} e o herói verdadeiro não é o {hidalgo} cavalheiro, é o outro. Se vê que algum deve ler mais as obras {cervantinas} que ouvir canções de Julio Iglesias.

Certamente {desconozco}, igual que hoje todos {desconocemos}, {cervantinos} ou «{julioiglesianos}», se todos os migrantes do {Open} {Arms}, fogem de guerras, violações ou miséria, se alguns somente querem entrar numa Europa de oportunidades pela porta de atrás, ou se outros tentam saltar as regras migratórias, leis europeias ou estados, ordenanças de salvamento marítimo, licenças e autorizações, e se dedicam a «transferir» em vez de salvar, com o qual somente estaríamos alentando o horror mais que evitando-o.

Se calhar Sánchez, em vez de ser tão «audaz», devesse desde um primeiro momento, não agora, ter emulado a {Sancho} {Panza} que, como em seus juízos, exigia saber e conhecer, neste caso, de {naúfragos} e {oenegés}.

No entanto, e já que {acudí} a {Sancho} {Panza}, sirva este também para concluir, o que certamente eu tivesse facto/feito em caso de dúvida perante tal drama humano, embora atuaria uma vez decidida: «E isto o desse assinado (a sentença)…sendo Governador desta Ilha, que quando a justiça estivesse em dúvida me decantasse e acolhesse à misericórdia, e quis Deus que agora se me acordasse, por vir neste caso a propósito.»

* Professor