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¿Predizer o comportamento?

{Tejer} cumplicidades será mais trabalhoso no futuro

 

ALBERTO Hernández Lopo
11/01/2019

Se pode predizer nosso comportamento? A resposta é sim. E além disso, {añado}, duma forma realmente precisa. Claro que tudo isto pode parecer contraintuitivo, já que por definição a introdução do ‘fator humano’ costuma supor altas doses de {aleatoriedad} em qualquer circunstância. Como sempre, trata-se de fazer-se as perguntas adequadas: ¿que se pode predizer? E, sobretudo, ¿como?

O que pode predizer-se (com exatidão) é o comportamento coletivo. Nunca o individual, mas o acrescentado que supõe um grupo de pessoas relativamente a determinadas atuações (compra, investimento, votos, por pôr alguns exemplos simples). Façamos um pequeno esclarecimento: evidentemente, uma conduta individual pode ser antecipada. Mas normalmente requer um conhecimento muito exaustivo da pessoa (e aí existem dados que podem mesmo fugir aos mais próximos). E tem um interesse/juro muito limitado: o custo de predizer não teria muito sentido, desde uma consideração ‘comercial’.

Em relação ao como, a resposta é evidente: tecnologia. O avanço no tratamento de dados fez possível este tipo de ferramentas {predictivas}. Agora mesmo, existem diferentes aplicações que permitem a análise {predictivo}, mas nem são ‘públicas’ nem é simples aceder a elas. Há muitas equipas trabalhando neste tipo de desenvolvimentos, mas poucos chegaram a resultados fiáveis. Em todo o caso, a base é similar: a termodinâmica social. Uma espécie de mapa de calor coletivo do que fazemos, {compramos}, vemos. Das nossas atuações, em definitiva. Em sua leitura está a chave.

Em {abstracto}, como todas aquelas tecnologias que se introduzem lentamente/pouco a pouco em nossas vidas, pode parecer que estamos a falar de ciência-ficção. Ou esbater-se a utilidade destes instrumentos {predictivos}. Nada melhor que um exemplo para {clarificar}. No processo de primárias de um jogo/partido espanhol, o candidato (pista ‘luminosa’: partilha chefe de gabinete com um ex-presidente extremenho) usou esta tecnologia para desenhar sua campanha e optimizar os resultados. Se têm sabido ler corretamente a referência, já sabem que não lhe foi mau. O uso, nesse caso, foi um êxito.

Algum PODERIA assinalar que não somente esta tecnologia deve ter um uso limitado, mas praticamente deve estar oculta. Se temos em conta as previsões nos últimos anos sobre/em relação a as eleições, não poderiam ter estado mais erradas. Poucos pensaram que Trump ganharia (lhes recomendo o último documentário de Michael Moore sobre/em relação a o tema), o {Brexit} foi uma comoção. Sem ir mais longe, a irrupção de {Vox} em Andaluzia não foi realmente antecipada na maioria das sondagens.

Mas aqui falamos de {demoscopia}, não do próprio uso da tecnologia. Não é questão de perguntas, mas da forma em que se formulam. Não é que a maioria dos métodos se estejam ficando antiquados em suas ferramentas, mas no própria projeto. Ponhamos (outro) exemplo: o conhecido Estudo Geral de Meios. {Publicitado} durante décadas como a verdadeira medição de meios em Espanha, servia como referência para conhecer que público tinha cada meio. Isto é muito relevante/preponderante, porque dava acesso a um maior número de anunciantes. Mas alguns meios começam a não fazer caso dos resultados do {EGM}. ¿porque é que? Por seu método. Por exemplo, relativamente a programas radiofónicos, não somente se chama a ouvintes mediante telefones fixos (¿?) mas não tem em conta nem a descarga de programas nem aqueles que ouvem através do {podcast}. O resultado, claro, não pode ser mais inexato.

{Leemos} muito que os dados são o novo ‘petróleo’. Sem deixar de ser certo, é pouco/bocado mais que um mantra repetido que toma a parte pelo tudo. Agora mesmo, os dados somente são ouro para aqueles que podem ter uma toma realmente larga e podem pagar pelo tratamento. Isto reduz muito a lista e explica a pouca ‘{democratización}’ da tecnologia {predictiva}.

Para aqueles especialmente preocupados por seus dados ou obcecados pelo controlo que isso pode supor (nessa altura, nunca paguem com cartão…), cabe dizer-lhes que a maior parte dos dados que se usam agora são “cegos”. Isto é, devolvem perfis de comportamento, não “fotografias” individualizadas. Isto é pela razão pela que a análise de um comportamento individual não interessa

¿Usos? Disso, se querem, falamos outro dia.

* Advogado, perito em finanças-