+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

O preço do desemprego de país

 

11/10/2019

Qual deve ser a reação à sentença do Tribunal Supremo aos líderes políticos e sociais do ‘{procés}’ é motivo de debate no independentismo desde há tempo. Uma chuva de ideias que, como é lógico, se tem acentuado à medida que a comunicação do erro se voltou iminente. Há muitas ideias sobre/em relação a a mesa nesse «tsunami democrático» com o que prolongar «a confrontação democrática com o Estado», em palavras do ‘{president}’ {Torra}. «Desobediência civil», sempre pacífico e tentando manter as instituições a salvo da reação do Estado em forma de artigo 155, é uma das fórmulas que mais se repete, isso sim, sem entrar em detalhes. Não obstante, não se esconde o desejo de paralisar Catalunha, tanto/golo sua vida quotidiana como o pulso económico, durante dias e inclusivamente semanas.

Nesta linha, Toni Comín, o ‘{exconseller}’ de Saúde, afirma que temos de provocar um bloqueio económico do Estado espanhol, «um desgaste económico e material» que pode supor um alto preço para a sociedade catalã e também individual (perda de emprego, por exemplo) para aqueles que propugnam a independência de Catalunha. Um preço que se argumenta que é necessário pagar para conseguir a independência.

Nem o Governo catalão nem os empresários estão nesta linha. A ‘{consellera}’ de Empresa, {Àngels} Chacón, recordou que prejudicar economicamente ao Estado supõe danificar a economia catalã, numa conjuntura internacional, além disso, pouco/bocado promissora. Mesmo alguém pouco/bocado suspeito de não ser independentista como Joan Canadell, responsável da Câmara de Comércio de Barcelona, afirma que um desemprego de país «pode ser um drama» para os empresários. A postura do bloqueio não parece que seja a maioritária no independentismo, mas é certo que são muitos os que fantasiam, em intervenções públicas e em redes sociais, com um desemprego social generalizado que afete às economias catalã e espanhola.

O protesto é legítima. O direito a greve está regulado em nosso ordenamento legal, que contempla também como se articula o direito a manifestar-se e, em geral, o exercício da liberdade de expressão. É nestes parâmetros nos que deve mover-se a resposta desde o independentismo à sentença do TS, seja qual for, que ainda está por ver. O que é incongruente é que muitos dos que fizeram bandeira do amor a Catalunha acima de qualquer outra consideração política, pessoal e inclusivamente legal propugnem agora danificar a economia do país e, com ela, a muitos catalães.