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Pré-reforma docência aos 55

 

SATURNINO Acosta
09/05/2019

Não é uma loucura. Nosso vizinho/morador, o chamado milagre económico socialista português, o aprovou faz meses para seus empregados públicos.

Por se não o sabiam, Portugal passou em pouco/bocado tempo, apenas oito anos, do resgate da troika --obrigado a pedir 78.000 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI), a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu-- a estar entre os países que mais crescem.

Os lusos passaram do 11,2% de 2010 ao 0,5% de défice público atual. O curioso, e diferente a nosso país, é que as esquerdas aprenderam que tinha que subir os salários, mas recortando a despesa pública para conseguir o necessários controlo do défice e a dívida. Trabalho remunerado e despesa pública justo e suficiente.

Pois sim, o governo luso tem adotado uma medida que parecesse contrária a lógica, mas para isso temos de esquecer-se de os votos e pensar mais nos votantes. Portugal permitirá a pré-reforma com o 100% em seu caso, e em base aos anos e cotizações realizadas dos empregados públicos aos 55 anos e com direito a uma segunda atividade sempre e quando não seja a mesma, descontando ao Estado por esta e dependendo o ter regulador da mesma.

Perderíamos ativos, {adelantaríamos} quatro anos as pensões, embora {recalculadas}, mas substituídas por novos {cotizantes}. Os benefícios vão mais além.

No caso da educação pública, descanso/intervalo àquele que tem dedicado sua vida à educação, conciliação a filhos/ás, netos/ás, cuidados a pais e mães, incorporação dos {egresados}, renovação pedagógica e milimetricamente às planteis/quadros docentes, aproximação intergeracional com a comunidade educativa e proximidade e empatia com os novos reptos/objetivos sociais de estes.

Em definitiva, uma primeira e uma segunda oportunidade para muitos, um descanso/intervalo merecido para outros e uma solução não somente económica, mas competitiva e efetiva.

Os dados objetivos atiram que em dez anos necessitaremos 200.000 docentes mais e que de seguir/continuar assim, a média de idade destes estará acima dos cinquenta anos. Nosso sistema educativo também deverá incluir novos perfis e uma atenção mais individualizada.

Não gosto {pecar} de ingénuo, embora sim aprender dos lusos.

{@SaturAcosta}

* Professor