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Las palavras de Kennedy

 

LARA Garlito
25/10/2019

Durante toda a semana não têm desempregado/parado de soar em minha cabeça uma e outra vez as palavras de J.F. Kennedy que nesta coluna citava na sexta-feira passado. Sim, é certo que tomavam outra matiz, mas não menos relacionado nem menos importante, se calhar seja o começo do que termina em ameaça ou força. Tudo começa com uma chuva fina, uma vez para expressar isto mesmo me fizeram a seguinte metáfora: se quero queimar-te a mão verdadeiramente, nunca te a poria numa frigideira, o faria numa panela com água fria e aos poucos te iria subindo a temperatura, tu {aguantarás} até que a {tengas} absolutamente queimada pela cozimento, da outra maneira imediatamente te {darás} conta de que queima e a {quitarás}, o dano existe em ambos mas na primeira {aprenderás} a predizerlo, a reação será rápida, na segunda a profundidade das feridas será muito maior e teu capacidade de reação menor. Me resultou {durísima} mas não a esqueci.

E assim, um começa saltando as normas um dia, outro {desautorizo} à justiça, outro desprestígio às instituições e assim até que como dizia J. F. Kennedy: «nenhuma lei estaria livre de dúvida, nenhum juiz estaria convicto de o seu mandato, e nenhum cidadão estaria a salvo de seus vizinhos/moradores».

Um dia na comissão permanente do Congresso dos Deputados o Grupo Parlamentar de {Vox} se sinta/senta no lugar do governo, repreende, e desobedece à presidenta do Congresso dos Deputados. A imagem na televisão {desdibujó} o órgão que vela pelos poderes da Câmara. ¿Antisistemas {desdibujando} o sistema?

Outro dia, a família Franco duvidou da justiça diante da sentença para a exumação dos restos de F. Franco, um ditador, em cujo regime a arbitrariedade e a impunidade ainda persistem nas cicatrizes do país.

E outro dia, no dia-a-dia do debate político extremenho, ontem na Asamblea de Extremadura vejo como o Partido Popular trivializa com os contratos públicos, como se se pudessem quebrar sem consequências, ou como se por capricho uma administração decidisse dar ou não autorizações às empresas em seu direito de exercê-lo…

O {cumplimento} das normas e o respeito destas é a essência duma sociedade mais democrática e mais sara. Se podem debater, reformar, eliminar e criar novas, mas sempre baixo/sob/debaixo de seu cumprimento. O respeito às mesmas deve ser primordial, banalizar-les, e sujá-las nos empobrece a todas e todos.

*Filóloga e deputada do PSOE.