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A normalidade institucional

 

09/05/2019

Entra dentro da exigível normalidade institucional que o presidente do Governo e o chefe da oposição/concurso público pelo menos se falem entre eles. Um ato tão simples de educação não acontecia em Espanha desde há meses por causa de as desqualificações que o líder do PP, Pablo Casado, dirigiu contra o presidente do Governo, Pedro Sánchez. Mas os tempos do «{felón}, traidor e {okupa}» parecem ter ficado atrás após o o 28-A, quando as urnas lhe deram uma cómoda vitória a Sánchez e um duro golpe a Casado. A reunião na Moncloa decorreu num bom clima, longe de a crispação que até agora dominava sua relação. Está em seu direito Casado de anunciar uma oposição/concurso público «frontal» se Sánchez se apoia nos independentistas para governar, e entra dentro do cálculo político que inste ao líder socialista a procurar um pacto com {Cs}. Em plena luta pela hegemonia da direita, nada lhe iria melhor ao PP que ver à formação de {Albert} Ribeiro desgastar-se em tarefas de governo com os socialistas. Sánchez tem diferentes formas de somar uma maioria de Governo, e é lógico que não seja o PP quem propicie sua investidura. Mas sim está na mão da liderança do jogo/partido conservador não esbanjar sua condição de primeiro jogo/partido da oposição/concurso público com uma estratégia de crispação, desqualificações e deslegitimação do Governo que tanto/golo danifica à instituição e ao exercício da política. Está por ver se Casado, centrado à força, verdadeiramente mudará de estilo.