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Samuel Canales Corchado
23/11/2019

SAÚDE

Extremadura seguirá/continuará sem atenção médica

José María Díez Merino

Plasencia

{Me} {dirijo} a ese periódico en mi condición de médico especialista que, como extremenho, partilha a consternação de tantos profissionais aos que a própria Administração lhes nega o futuro em sua própria terra e, o que é pior, {aboca} aos extremenhos a um serviço de saúde de segunda categoria/escalão.

Como tem recolhido esse meio em diversas ocasiões, a carência de médicos na Extremadura resulta urgente em determinadas zonas ou especialidades. Nomeadamente se informou em várias ocasiões dos problemas para cobrir o pessoal de nefrologistas do Hospital ‘Virgem do Porto’ de Plasencia, chegando à situação de carecer desta especialidade em dito hospital. Isso provocou o fecho das consultas de Nefrologia e da Unidade de Hemodiálise, o que supôs que os pacientes mais vulneráveis tivessem que deslocar-se várias vezes à semana a Cáceres para receber/acolher um tratamento do qual não podem prescindir e que unicamente não podia atender-se por falta desses profissionais médicos.

O que parecia uma solução de longo prazo mediante uma larga convocatória de processos para seleção de pessoal fixo em multiplas especialidades, conforme com as palavras do presidente Fernández Vara de atender a «as necessidades de hoje, amanhã, passado amanhã e o outro», parece que derivará numa situação mesmo pior para as expectativas dos médicos extremenhos e, o que é pior, para assegurar um serviço básico de saúde de qualidade. É que o SES, de forma sistemática, se tem lançado a conceder comissões de serviços a todos aqueles médicos que, tendo obtido praça/vaga na Extremadura, vão-se embora a emprestar seus serviços a outras {CCAA}, continuando com a precária situação de falta de médicos que vem denunciando's nos últimos anos. Esta política deixa sem expectativas aos médicos extremenhos que sem praça/vaga no SES unicamente podem conseguir certa estabilidade indo-se embora de sua Comunidade, o que parece uma contradição de um Governo que proclama a estabilidade dos médicos e a proteção de seus cidadãos. Não se trata de ir a procurar médicos a Polonia como afirmava o presidente da nossa Comunidade, basta com cuidar melhor aos que são de aqui.

No caso concreto do Serviço de Nefrologia de Plasencia, que tantos problemas de pessoal médico tem padecido, se convocou o total da plantel/quadro (4 nefrologistas) e as pretensões da Gerência são conceder essas mesmas comissões de serviço a outras {CCAA} a aqueles que têm obtido as praças/vagas, voltando assim à mesma situação de falta de médicos. Outro tanto/golo acontecerá com o Serviço de Nefrologia das Áreas de Zafra-Llerena e Mérida.

{Apelo} a que o exercício do direito de informação livre faça que os prejudicados por esta inadmissível contradição da Gerência do SES possam levar a refletir a aqueles que têm tomado essa decisão contra dos interesses dos cidadãos extremenhos.