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Morte na fronteira

 

01/07/2019

Depois da dura decisão de fugir da miséria e a violência de O Salvador para encontrar trabalho e refúgio nos EUA, o sono/sonho de {Óscar} {Martínez} e da sua filha {Angie} {Valeria}, de quase dois anos, se truncou nas águas do rio Bravo, a fronteira natural entre México e EUA. A imagem dos dois cadáveres na beira é o novo símbolo da desesperança e a dor, como o foi a de {Aylan} numa praia turca. Só/sozinho um exemplo, no entanto, do drama que vivem milhares de cidadãos {centroamericanos} que têm morto no tentativa de chegar a uma terra prometida que, com as políticas {antiinmigratorias} de Trump, tornou-se, como nunca, num tragicómico final da viagem. Os que conseguem atravessar ou bem são devolvidos a México, graças ao chantagem dos tarifas imposto pelo presidente estado-unidense, ou bem encharcam em centros de detenção em {Texas}, onde vivem amontoados numas condições lúgubres e insalubres, em {jaulas} a abarrotar e sem o mais mínimo respeito pela dignidade humana. Casos como o centro de {Clint}, perto de O Passo, com menores de idade que sofrem um trato vexatório, inumano, {claman} ao céu da justiça e exigem um posicionamento contundente da comunidade internacional. As perspectivas não são promissoras, mas deveriam existir fóruns onde passar da comoção à ação para parar esta catástrofe humanitária.