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Mais rigor orçamental

 

23/10/2019

A Comissão Europeia não dá credibilidade aos planos orçamentais do Governo de Espanha para o ano 2020. As últimas estimações eram plenamente ortodoxas em seus objetivos, mas extremamente arriscadas em seus cálculos. Tinham um projeto {inercial}, isto é, não previam remodelações -entre outras coisas porque o Executivo está em funções- e confiavam em que a evolução da economia permitiria cumprir com os objetivos de défice e inclusivamente aumentar a despesa pública. Mas os {nubarrones} da economia global são demasiado negros para fazer ver que não existem. O risco de recessão na principal economia europeia, Alemanha, é iminente. O {brexit} segue/continua entupido. A paz entre Estados Unidos e China se vê embaciada pela nova guerra tarifária com Europa. O panorama não é desolador, mas não permite dizer que «tudo vai seguir igual» como vinha a dizer o documento remetido por Espanha à Comissão Europeia. E a resposta foi um rigoroso não. Embora deixa aberta a porta a retificar quando se apresentem os Orçamentos Gerais no Congresso dos Deputados. Se se apresentam.

O que diz a Comissão Europeia não é sensivelmente diferente ao que acham os peritos e ao que pedem os parceiros sociais. Espanha necessita remodelações estruturais em temas chave como o {clamoroso} défice da Segurança Social, o escandaloso nível de temporalidade e de precariedade no emprego, a inaceitável taxa de desemprego ou a inadiável transição energética. Espanha leva quatro anos sem um Governo que possa fazer remodelações e o faz depois de/após oito anos de planos de contingência que não são remodelações mas remendos. A Comissão Europeia tem seguido/continuado de perto esta evolução e conhece suas conquistas mas também suas limitações. Tem repetido em numerosas ocasiões as fórmulas que propõe para consegui-lo. Não sempre encontrou um interlocutor válido. Às vezes por falta de vontade e noutras ocasiões por falta de maioria.

Este {traspié} é a prova do nove da irresponsabilidade dos partidos espanhóis que nos levou à repetição das eleições, a base do problema que assinala agora a Comissão Europeia. A negação da realidade dalguns que sabiam que não tinha alternativa a Pedro Sánchez. A falta de responsabilidade de outros, que queriam pôr em causa a {ortodoxia} europeia. E o excesso de {tacticismo} do mesmo presidente em funções do Governo nos levaram a este cenário indesejável: meses sem tomar decisões enquanto a economia se murchava e uma crescente pressão de Europa a favor da {ortodoxia} que se poderia ter evitado tomando antes medidas corretoras.

De maneira que ao paiol catalão agora se junta um arrefecimento da economia que a Comissão Europeia tem elevado ao categoria de previsão e que ameaça algumas das medidas que Sánchez comprometeu na anterior campanha eleitoral. Espanha necessita, se o reclamam os seus sócios europeus, mais sentido de Estado e menos verbas/partidas de Jogo de Tronos com os eleitores sequestrados emocionalmente. Este país necessita remodelações e não tantos cálculos eleitorais.