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¡{Lávate} muito as mãos!

 

¡{Lávate} muito as mãos! -

FRANCISCO J. Blanco Berciano
10/05/2020

É uma frase que ouvimos todos os dias. Mas ainda existem muitos lugares do mundo onde este simples gesto, lavar-se as mãos, supõe um problema.

É que a garantia do fornecimento de água em quantidade/quantia e em qualidade suficientes é uma premissa básica para o desenvolvimento de qualquer sociedade e para a luta contra a desigualdade, a pobreza e as doenças em qualquer parte do planeta. Esta afirmação recebe nestes dias mais sentido que nunca. Num país como o nosso dispor dos serviços básicos aos que o cidadão está acostumado resulta fundamental para manter o nível de bem-estar diário/jornal que nosso ambiente exige e pelo que paga.

E se há um serviço básico que não pode faltar é o da água doméstica. ¿Se imagina alguém os dias de confinamento e incerteza sem água corrente nas casas? Acredito/acho que é algo no que ninguém tem reparado. E a razão é muito simples: o serviço de gestão do ciclo da água é um dos serviços públicos que melhor funciona em Espanha. Quase nunca falha. Todas as empresas, todos os operadores públicos ou privados, que trabalhamos/trabalhámos neste sector {desarrollamos} nossas funções com a máxima implicação, conscientes da responsabilidade que implica a prestação de um serviço público de primeira necessidade como o do ciclo integral da água.

Espanha conta com empresas como a nossa, consideradas entre as líderes mundiais, cuja vocação faz possível oferecer um serviço excelente. Falamos de companhias tecnologicamente muito avançadas, especializadas, que levam anos investindo em programas de I+D+i e dando soluções eficientes e sobre/em relação a a base sempre da sustentabilidade financeira, social e ambiental. O que levou a Espanha a ser um referente mundial em gestão da água. Outro campeonato do mundo que temos ganho.

O sector da água urbana é o paradigma, em positivo, da parceria público-privada. As empresas nos presintamos a concursos lançados pela administração e, uma vez escolhidas, trabalhamos/trabalhámos na gestão do dia-a-dia deste serviço público básico. Em nosso {rol} de aliados técnicos e especializados do sector público nossa atividade se desenvolve em constante coordenação com as administrações, que som as titulares dos serviços. Esta conexão do público e o privado, por sua fortaleza em todos os sentidos, adquire especial importância nos momentos mais críticos. Assim o temos visto em circunstâncias como incêndios, inundações, temporárias e em qualquer outra crise imaginável (não só/sozinho as diretamente relacionadas com a água) que requeira um esforço conjunto/clube para superá-la.

Esta atitude de «todos a uma» se calhar seja a primeira das três razões que, em minha opinião, permitem explicar porque é que, apesar de enfrentar-nos à emergência mais grave das últimas décadas, os serviços ligados ao água urbana apenas se estão {resintiendo}. As diferenças de critério –que as há-- entre os atores que {intervenimos} no ciclo da água ficaram estacionadas em tanto/golo a sociedade não alcance a vitória face ao inimigo comum: o {covid}-19.

Há um segundo elemento fundamental para explicar o êxito operacional na gestão dos serviços de água: as equipas humanas das empresas que os emprestam. Falamos de um coletivo que supera os 25.000 homens e mulheres com uma alta especialização e, acima de tudo, com uma vocação de serviço inquebrável. Não som heróis mas, nas circunstâncias atuais, sim profissionais altamente comprometidos e com um único objetivo: aliviar a situação sanitária brindandole à cidadania a continuidade dos serviços de água. Ou o que é o mesmo, poder/conseguir lavar-se as mãos quantas vezes seja necessário, um copo de água do torneira que alivie a sede, uma reconfortante duche no fim da jornada, ou a possibilidade de ocupar o tempo livre face aos fogões com uma receita nova. Tudo isso é o que nossos companheiros/colegas nos estão facilitando diariamente: tranquilidade, bem-estar, confiança, paz.

A adoção de rápidas medidas para combater as crise, é a terceira das razões que {ofrezco} para explicar que, apesar de tudo, a eficiência dos serviços se esteja mantendo num alto nível. O sector sabe de seu carácter «essencial» e por isso ativou um bom número ações desde/a partir de o começo desta pesadelo, mesmo antes de que se decretasse o estado de alarma. Os planos de contingência implementados incluem medidas higiénico-sanitárias, operacionais, laborais, de atenção aos usuários e também sociais. Estas últimas têm como objetivo assegurar os serviços do ciclo integral da água a todos os cidadãos, especialmente aos mais vulneráveis. Não é uma novidade, dado que na prática totalidade dos municípios espanhóis existiam já, antes da crise, mecanismos de ação social que cobrem, parcial ou totalmente, o custo dos recibos de água daqueles coletivos que não podem pagar a fatura. Na situação atual as empresas operadoras temos decidido {motu} próprio suspender todos os processos de corte de fornecimento enquanto se mantenha a atual situação.

Hoy mais que nunca, mas como sempre, os profissionais da água {tratamos} de ser úteis à sociedade com nosso estreitamente diário/jornal: garantir que os cidadãos disponham de água de qualidade, de um saneamento limpo, de soluções em caso de incidências e, em definitiva, de um serviço próximo. Que o serviço da água urbana seja uma solução, não um problema.

*Diretor da Delegação da Extremadura

de Aqualia.