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Juventude e esperança

 

CARMEN Martínez- Fortún
17/03/2019

Há dias em que as páginas dos jornais fabricam um mundo em aparente situação preterminal. E numa manhã de Março que parece de Maio criada para que a humanidade seja feliz, nos golpeiam imagens desoladas como a matança de Nova Zelândia, a morte de dois inocentes num erro atroz do sistema de proteção espanhol ou o gélido estreito de {Bering} com menos gelo que nunca, destinado a converter-se num caldo morno e letal. Ao seu lado, fracassos locais {trascendentes} em sua aparência miúda, como que a metade dos extremenhos não lê nunca, contribuem a {fosilizar} a desesperança.

Logo virão as matizações a essa caótica enumeração de titulares tremendos ou menos graves entre o universal e o local. Parece que a barbárie se mitigue se uma pessoa dos países do mundo que fez da integração sua razão de ser se levanta esta manhã num {shock} {perplejo}. Pode que a dor seja menor se {admitimos} que é tudo muito mais complexo no caso dos meninos mortos que estavam bem alimentados, socializados e vestidos e aos que a sua mãe parecia adorar. O 48% não lê, mas o outro 52% sim o faz.

Com efeito, há dois tipos de espectadores neste grande teatro do mundo. Podemos antepor o horror à esperança, o desânimo à reparação e o {nihilismo} à redenção. Ou, ao contrário, podemos agarrar-nos a essas palavras do rapaz que escreveu num redação o que queria para este 2019. «Que lhe dêem lar e alimento aos meninos pobres. Que não tenha tanta guerra e tenha mais paz e também que não tenha racistas nem ladrões, e também não violadores. Que pare a violência até as mulheres. Que {empecemos} a reciclar. Que não {malgastemos} a água de forma desnecessária. Que não derrubem tantos árvores. E para o instituto/liceu de meu povo/vila que o reformem porque está um pouco/bocado velho após 50 anos que tem».

«A situação é apocalíptica, mas, se vocês não fazem nada, nós o faremos». E uma combativa jovem nos mira ameaçadora, {regañona} e decidida, durante sua participação nas marchas contra as alterações climáticas. Ainda há esperança.*Professora